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Drones de tráfego chegam às rodovias do Reino Unido para monitoramento viário

Drones de monitoramento de rodovias são avaliados em simulação no Reino Unido para mensurar distração de motoristas, com potencial implantação até 2027

Simulator tests drivers' reaction to low flying drones
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  • A agência National Highways, em parceria com Arup e a empresa de realidade virtual MXT, está testando, por meio de simulações, o uso de drones de baixa altitude para monitorar rodovias no Reino Unido.
  • Drones menores, a 10–20 metros de altura, podem coletar mais detalhes do que os maiores, que voam até cerca de 50 metros, além de custarem cerca de dez vezes menos.
  • Os testes, realizados em Londres, Manchester e Birmingham ao longo de um mês, avaliam se a presença dos drones distrai motoristas durante a condução.
  • Participaram do estudo 120 motoristas comuns e 19 operadores de caminhão, com métricas que incluem frequência de olhares para o lado, batimento cardíaco e tempo olhando para frente.
  • A avaliação inicial aponta que cerca de metade percebeu os drones; menos da metade considerou-os perigosos, e os resultados podem influenciar futuras utilizações de drones em vias públicas ao redor do mundo.

National Highways, agência pública responsável pelas principais vias do Reino Unido, utiliza realidade virtual para avaliar se drones de baixa altitude aumentam a distração de motoristas. O teste simulado ocorre em Londres, Manchester e Birmingham, ao longo de um mês, com drones hipotéticos monitorando as condições das rodovias. O objetivo não é apenas testar a tecnologia, mas verificar impactos na segurança viária.

A experiência é conduzida pela MXT, empresa de realidade virtual, em parceria com a Arup, empresa de engenharia. Drones menores, voando a 10-20 metros, poderiam captar mais detalhes do que os modelos atuais que operam a cerca de 50 metros de altura. Além de maior resolução, os equipamentos simulados são consideravelmente mais econômicos.

Durante os testes, 120 motoristas comuns e 19 condutores de caminhões pesados participam de uma simulação de segurança viária sem mencionar drones até o fim. Além da percepção, os pesquisadores coletam dados como frequência cardíaca, dilatação da pupila, tempo de desvio do olhar e métricas de velocidade e controle de direção.

Funcionamento e objetivos

Os experimentos avaliam a viabilidade de drones menores para inspeção de vias e estruturas, com a expectativa de uso humano na manutenção de rodovias ao redor do mundo. Um participante descrito a experiência como desorientadora, mas ressalta que o objetivo é aumentar a segurança reduzindo riscos. A equipe afirma que os resultados podem abrir caminho para adoção internacional.

Segundo Ewan Murdoch, da Arup, há interesse de autoridades de outros países, inclusive na Austrália e nos EUA, em replicar a metodologia de avaliação. A abordagem combina dados fisiológicos com desempenho de condução para medir o impacto dos drones na atenção dos motoristas.

Callum Brown, assessor sênior de padrões de espaço aéreo da National Highways, aponta que a tecnologia é inovadora e que drones menores podem oferecer maior eficiência na fiscalização de estradas e edificações. A equipe deixa claro que a ferramenta é de teste, não uma implementação imediata.

Entre os participantes, um motorista de 49 anos, identificado apenas como Kevin McKeown, aprovou a experiência, descrevendo o VR como um pouco estranho no começo, mas útil para a segurança viária. Ele ressalta que qualquer avanço que reduza riscos é bem-vindo, mantendo o foco na responsabilidade do condutor.

A iniciativa busca embasar decisões sobre o uso comercial de drones em estradas ao redor do mundo, com dados que possam orientar regulações de tráfego, vigilância de infraestrutura e manutenção de vias. As simulações continuam a enriquecer o debate sobre a integração de novas tecnologias na segurança rodoviária.

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