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Tráfego de barcos no Estreito de Ormuz aponta para rápida reabertura após acordo

Após acordo entre Estados Unidos e Irã, Ormuz volta a abrir; navios de várias bandeiras iniciam travessia rumo ao Índico, sob cautela de segurança e minas potenciais

Vista de dron de un petrolero, tras cargar en una terminal iraquí, en el interior del estrecho de Ormuz.
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  • O acordo entre Estados Unidos e Irã abriu a perspectiva de rápida reabertura do estreito de Ormuz, após sua assinatura na noite anterior.
  • Na manhã de hoje, quase uma dezena de navios já estavam contornando o cabo de Musandam em direção ao oceano Índico; entre eles, três grandes petroleiros sauditas e um supertanqueiro vindo dos Emirados Árabes Unidos.
  • A maioria dos navios que atravessam Ormuz está ligada a interesses chineses; navios com bandeira europeia, incluindo um metanero francês e um portaveículos italiano, também zarparam, demonstrando confiança no acordo.
  • O tráfego tem ocorrido pela chamada rota norte, sob controle direto do Irã; há temores de minas na área, o que mantém navios cautelosos ao atravessar a região.
  • Especialistas apontam que a normalização completa pode demorar semanas, com operadores ainda avaliando segurança, garantias e impactos a longo prazo, mesmo após o retorno de parte do tráfego.

O acordo entre Estados Unidos e Irã, assinado na última noite, reabre parcialmente o estreito de Ormuz, segundo dados de plataformas de monitoramento naval. A notícia aponta que navios já começam a cruzar a entrada pelo canal norte, sob controle iraniano, com expectativa de normalização em 60 dias.

Quase uma dezena de embarcações, presos há dias, já se posiciona para atravessar o estreito. Entre eles, grandes petroleiros sauditas e um supertanque carregado de crude dos Emirados Árabes Unidos, com destinos no oceano Índico. Navios de bandeira europeia também iniciam a manobra.

Navios com bandeiras de Hong Kong e até um superpetroleiro japonês estariam prontos para deixar o Golfo, segundo plataformas de monitoramento. Observadores apontam que muitos navios sinalizam o proprietário chinês como forma de evitar ataques, mantendo cautela no corredor estratégico.

O metanero Mraikh, com bandeira francesa, movia-se para Port Qasim, no Paquistão, após carregar gás em Ras Laffan, nos Emirados, conforme a Bloomberg. O portaveículos Grande Torino, italiano, segue para Singapura com calado de 8,3 metros, sugerindo carga vazia ou pouca carga.

Antes da assinatura do acordo, a MarineTraffic já havia registrado a passagem de seis navios por Ormuz. Windward ampliou a contagem para sete, incluindo navios com transponder desligado, o que reduz a visibilidade de posição e destino.

Ruta norte

Todos os navios que cruzaram o estreito desde o acordo utilizam a rota norte, sob autorização iraniana. O traçado é considerado mais seguro, mas levanta temores sobre minas na linha internacional que corta o centro do estreito. Irã controla amplamente o trajeto.

Um porta-voz da Hapag-Lloyd informou que quatro navios estão preparados para cruzar, mas só avançarão quando for seguro e os termos do acordo forem verificados. A companhia ressalta que as datas dependem da implementação e da segurança.

Analistas avaliam que há uma probabilidade moderada de normalização do tráfego, sem retorno total aos níveis pré-guerra. Armadores continuam com reservas e querem garantias de que a via está desminada antes de retomar grandes volumes.

Especialistas destacam que o tráfego de saída poderá parecer mais robusto do que a realidade sustenta a longo prazo. Navios retidos devem receber garantias de segurança para evitar novos bloqueios ou ataques.

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