- O conselho da região de Oxfordshire busca uma liminar no tribunal contra o grupo Raise the Colours após bandeiras da Inglaterra serem amarradas a postes ao longo do condado.
- Até agora, o órgão gastou 15 mil libras para remover mais de 300 bandeiras da união e da cruz de São Jorge de postes de iluminação.
- O líder do grupo, Ryan Bridge, de Birmingham, foi preso em abril sob suspeita de assédio aggravado religioso e racial; houve filmagens dele colocando bandeiras na região.
- O council afirma que os incidentes incluem invasão, obstrução da via e confrontos com equipes, contractors e moradores; obras de remoção também sofrem abusos.
- A audiência para decidir a liminar está marcada para 23 de junho; se concedida, a ordem pode proibir novas colocações de bandeiras na via pública e permitir ações de fiscalização.
Oxfordshire county council acionou um pedido de inibição contra o grupo Raise the Colours após bandeiras da Inglaterra serem amarradas em postes de iluminação ao longo do condado. A campanha tem instalado bandeiras desde agosto do ano passado, com grande concentração em Oxford. Embora a organização diga agir por orgulho e patriotismo, as ações foram associadas a protestos anti-imigração.
A prefeitura informou ter gasto cerca de £15.000 para remover mais de 300 bandeiras da União e de Inglaterra fixadas em postes. O líder do grupo, Ryan Bridge, com base em Birmingham, foi detido em abril sob suspeita de assédio com conotações religiosas e raciais, após filmar o ato de içar bandeiras na região.
Residents reportaram nas redes sociais que as bandeiras chegam a destoar da paisagem, especialmente no trevo de Headington, nos arredores de Oxford. Em resposta, alguns moradores expõem bandeiras de outros países, como Irlanda e Jamaica, ao lado das bandeiras inglesas, em tom de protesto.
Medidas legais
Em abril, o conselho pediu uma ordem legal proibindo o grupo de içar bandeiras, alegando que a prática representa intimidação e divisão. Como a atividade continuou, o órgão acionou o tribunal superior, com audiência marcada para 23 de junho.
O council aponta incidentes como invasão de propriedade, obstrução de vias públicas e confrontos envolvendo equipes, contratados e moradores durante as remoções. Também houve relatos de abuso contra equipes do município ao conter as bandeiras.
Caso a liminar seja concedida, poderá proibir novas içagens na proximidade de vias públicas e permitir ações de fiscalização em caso de descumprimento. O processo cita pessoas associadas ao Raise the Colours.
A infração de colocar bandeiras em infraestrutura da via pública já é crime previsto por lei. O conselho afirma que o aumento de bandeiras eleva riscos de segurança viária e de bem-estar público, gerando desconforto nas comunidades locais.
Situação em curso
Tim Bearder, líder do conselho, afirmou que a ação busca proteger residentes, equipes e valores da região. Ele destacou que a disputa não envolve as bandeiras em si, já que símbolos nacionais são exibidos em outros locais oficiais, como o County Hall.
Ele ressaltou a diferença entre expressão legítima e atividades que colocam pessoas em risco ou intimidam moradores. Bearder descreveu a atividade como ilegal e responsável por criar medo e divisão nas comunidades.
Alguns críticos observam que a ação coincide com a Copa do Mundo, quando muitos desejam exibir bandeiras nacionais. A audiência no tribunal coincide com o segundo jogo da Inglaterra no torneio, contra Gana.
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