- O secretário de Transportes, Heidi Alexander, vai apresentar o custo estimado do HS2 em valores de 2026 e o cronograma de conclusão.
- A meta é manter o orçamento substancialmente abaixo de £100 bilhões e indicar quando os trens começarão a operar entre Londres e Birmingham.
- Pode haver redução da velocidade máxima dos trens, de 360 km/h para 320 km/h, para cortar custos.
- Planos para usar operação automática de trens podem ser abandonados em parte do projeto.
- Trechos de um relatório crítico de Sir Stephen Lovegrove, divulgado pelo governo, aponta falhas no design original e pressões políticas que influenciaram decisões.
O governo vai apresentar nesta terça-feira a primeira estimativa oficial de custos do HS2 em valores 2026, atualizada para esclarecer o orçamento e o cronograma do projeto. O texto sinaliza, ainda, planos para reduzir despesas ao longo da construção, incluindo a possibilidade de reduzir a velocidade das linhas.
A secretária de Transportes, Heidi Alexander, deve informar quando os trens devem começar a operar entre Londres e Birmingham como parte de um novo passo no que o governo chama de “redefinição” do HS2. Em 2023, o projeto já sofreu atrasos, com previsão de conclusão além de 2033.
Os números de custos devem refletir uma meta de ficar abaixo de 100 bilhões de libras, segundo apurações. A avaliação completa foi conduzida pelo presidente-executivo da HS2 Ltd., Mark Wild, e vem sendo discutida entre ministros para avaliar cortes adicionais, inclusive na velocidade máxima dos trens.
Aprofundamento financeiro e tecnológico
Uma revisão sobre custos e contratos aponta possíveis mudanças no desenho da linha, como a retirada de operações com tração automática em grande parte do serviço. O objetivo é reduzir investimentos e manter a capacidade de operação sem o uso completo de automação.
O relatório Lovegrove, encomendado pelo líder do Labour, Keir Starmer, traz críticas ao que chamou de “pecados originais” do projeto, como o excesso de especificação e a aceleração prematura de contratos relevantes. As falas destacam pressões políticas que impactaram decisões técnicas.
A avaliação detalha ainda que houve pressão institucional para manter o andamento, com dúvidas sobre a supervisão adequada por parte do Departamento de Transportes. O governo cita que houve avanços ao retirar o HS2 de uma trajetória incontrolável e buscar ligações melhores para a região central do país.
O histórico do HS2 começa no governo de coalização de 2012, com orçamento inicial de 32 bilhões de libras para uma linha em forma de Y ligando Londres a Manchester e Leeds. Em 2023, o projeto foi reestruturado para uma linha London-Birmingham única, com novas designações ainda sem definição final de Euston.
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