- Brasil foi o principal motor do crescimento regional, com 852.000 passageiros adicionais (+8,3%), totalizando 11,1 milhões; o mercado doméstico acumula 19 meses de alta.
- A Colômbia ficou em segundo lugar, com 510.000 passageiros a mais (+9,9%) e um total de 4,98 milhões, com crescimento equilibrado entre doméstico (+9,5%) e internacional (+10,6%).
- A República Dominicana registrou 2,1 milhões de passageiros em março, alta de 13,4% na comparação anual, com o tráfego para os EUA avançando 9,9% e para o Canadá, 17,4%.
- O Panamá teve o maior crescimento percentual entre os grandes mercados, 1,9 milhão de passageiros (+14,1%), conectando o país a 36 nações com 108 pares de aeroportos.
- No mês, o tráfego intrarregional representou oito em cada dez passageiros adicionais do trimestre, e o preço do querosene de aviação chegou a US$ 4,36 por galão na semana encerrada em 1º de maio.
O tráfego aéreo total de passageiros na América Latina e no Caribe atingiu 43,1 milhões em março, 6% a mais que março de 2025. O aumento ocorreu mesmo diante de desafios globais, segundo a Alta (Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo). O volume de voos subiu 4,4% e a capacidade em assentos, 4,5%.
A alta no tráfego se concentrou em Brasil, Colômbia, República Dominicana e Panamá, que juntos responderam por mais de 70% do ganho líquido de passageiros na região. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o total chegou a 127,6 milhões, alta de 6,3%.
Brasil liderou o crescimento regional, com 852.000 passageiros adicionais em março, alta de 8,3% e total de 11,1 milhões. O mercado doméstico brasileiro acumula 19 meses de expansão, segundo a Alta, enquanto o tráfego internacional subiu 9,8%.
Brasil lidera o crescimento regional
A Colômbia ficou em segundo lugar, com 510.000 passageiros adicionais (+9,9%), totalizando 4,98 milhões. O crescimento domesticamente ficou em +9,5% e international em +10,6%. A República Dominicana registrou 2,1 milhões de passageiros em março, aumento de 13,4%.
O Panamá teve o maior crescimento entre os principais mercados, com 1,9 milhão de passageiros e alta de 14,1%. O tráfego com os Estados Unidos cresceu 8,7%, e a conectividade com 36 nações ocorreu por meio de 108 pares de aeroportos. A rota Bogotá-Panamá foi a de maior volume, com 856 voos, 9,8% acima de março de 2025.
Países com maior crescimento de passageiros em março de 2026
- Brasil: 852.000 adicionais (+8,3%), total 11,1 milhões
- Colômbia: 451.000 adicionais (+9,9%), total 4,98 milhões
- República Dominicana: ~249.000 adicionais (+13,4%), total 2,1 milhões
- Panamá: ~235.000 adicionais (+14,1%), total 1,9 milhão
Mercado resiliente
Os dados de março indicam crescimento interno da região, com 8 em cada 10 passageiros adicionais voando dentro da América Latina e do Caribe. Mercados como Argentina-Brasil cresceram 29,8%, aponta Peter Cerdá, CEO da Alta.
O executivo ressalta que manter esse dinamismo exige evitar medidas que elevem o custo de voar, para preservar conectividade e desenvolvimento regionais. O contexto envolve o conflito no Irã e restrições no Estreito de Ormuz, que pressionam os preços do combustível.
Na semana encerrada em 1º de maio, o preço médio do querosene de aviação na região chegou a US$ 4,36 por galão, quase o dobro de 2025. O aumento afeta custos operacionais das companhias e passa para as passagens.
A conectividade interna ganhou fôlego adicional, com expansão de 10,7% na comparação anual. Em março de 2026, 13 novas rotas passaram a operar dentro da região. O tráfego doméstico representou 54,5% do total, contra 45,5% do internacional.
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