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Pais de crianças no Reino Unido podem obter apoio financeiro com a Lei de Hugh

Governo britânico considera lei para pais que passam a cuidar de filhos gravemente doentes, garantindo licença paga e proteção no emprego

Ceri and Frances Menai-Davis, whose son Hugh died in 2021.
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  • O governo está avaliando propostas chamadas “Lei de Hugh” para apoiar pais que se tornam cuidadores em tempo integral quando o filho fica gravemente doente, com direito a apoio financeiro e proteção no emprego.
  • A ideia faz parte de mudanças de salário e trabalho para ajudar cuidadores não remunerados a retornar ao trabalho, incluindo licenças remuneradas e um “direito de retorno” ao emprego após períodos de cuidado intenso.
  • A consulta pública, lançada nesta semana, é liderada pela ministra dos direitos de trabalho, Kate Dearden, e busca evitar que pais precisem escolher entre o emprego e cuidar dos filhos.
  • Estima-se que cerca de 11 mil crianças por ano vivenciam doenças graves envolvendo cuidado intenso, com cerca de 4 mil famílias passando por internações de pelo menos dois meses.
  • Segundo a campanha, Hugh’s law não é tratamento especial, mas reconhecimento de que, em diagnósticos graves, toda a família entra em crise; países como Suécia, Califórnia e Canadá já oferecem benefícios de licença para cuidadores.

A UK governo abriu uma consulta sobre propostas para apoiar pais que precisam cuidar de filhos gravemente doentes. O conjunto de medidas, conhecido como Hugh’s law, pretende dar apoio financeiro e proteções no emprego a pais que passem a ser cuidadores em tempo integral.

A iniciativa recebe o apoio de Kate Dearden, atual ministra dos direitos dos trabalhadores, que afirma que nenhum trabalhador deve escolher entre o emprego e a família quando a saúde da criança está em jogo. O objetivo é facilitar o equilíbrio entre cuidados e trabalho.

Hugh’s law tem como referência o caso de Hugh Menai-Davis, que faleceu em 2021 após diagnóstico de câncer raro e tratamento intenso. Seus pais, Ceri e Frances Menai-Davis, impulsionam a campanha para ampliar recursos aos pais em situações similares.

Segundo estimativas, cerca de 11 mil crianças por ano enfrentam condições graves que exigem cuidado intenso, com aproximadamente 4 mil famílias tendo internações de pelo menos dois meses. Em cenário de crise, há necessidade de apoio legal e financeiro.

Entre as medidas em estudo estão o direito a licença remunerada de cuidador e a garantia de retorno ao trabalho após períodos de cuidado intensivo, semelhante a direitos já existentes em outros contextos de afastamento.

A proposta não envolve tratamento especial, mas reconhece a realidade de famílias que passam pela doença grave de um filho e precisam de suporte para manter renda, emprego e equilíbrio emocional, segundo os apoiadores.

O movimento destaca que outros países já adotam modelos de proteção aos cuidadores. Em países como Suécia, Canadá e França, existem licenças remuneradas ou benefícios de cuidado por períodos significativos.

Helena Walker, diretora executiva da Carers UK, afirma que muitos cuidadores reduzem horas ou saem do mercado de trabalho por falta de proteção adequada, ressaltando a necessidade de alinhamento entre direitos trabalhistas e a prática do cuidado.

A consulta pública começou nesta semana e deve ouvir relatos de famílias, empregadores e especialistas em direitos trabalhistas, buscando consolidar um arcabouço que torne o cuidado compatível com a vida profissional.

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