- Metade dos freelancers no Brasil entrou no modelo por necessidade e continua nessa condição; mais 20,4% chegaram por necessidade e hoje dizem ter ficado por opção.
- A renda estabilizou mal: 33,3% atuam há quatro a sete anos, 16,7% há oito a 15; 46,3% tiveram renda estável nos últimos 12 meses, 20,4% cresceram e 33,3% caiu, sendo 22,2% acima de 20%.
- Instabilidade financeira é o principal desafio para 74,1% dos profissionais; captar novos projetos aparece para 59,3% e a falta de benefícios, para 55,6%.
- Cerca de metade dos entrevistados cita negociação de valores justos; 35,2% sentem que não são vistos como profissionais com visão de negócio; 25,9% enfrentam questões tributárias e administrativas.
- A HUG atua como talent-as-a-service, conectando empresas a especialistas sob demanda; clientes incluem Grupo Boticário, McCain, Grupo La Moda e Kwai, com mais de R$ 18,2 milhões em salários pagos a freelancers em projetos do Boticário e índice de retenção de 96%; projeção de 2026 é movimentar R$ 30 milhões.
Metade dos profissionais freelancers no Brasil não escolheu o modelo PJ ou freelancer, segundo levantamento da HUG, empresa de curadoria de talentos. Nessa fatia, trabalhar sob esse formato é resultado de necessidade e permanece assim. Outros 20,4% entraram pelo mesmo motivo, mas hoje dizem ter adotado a opção. O estudo aponta contradição entre demanda por agilidade nas contratações e a insegurança enfrentada pelos independentes.
A pesquisa mostra que a trajetória não é de curto prazo: 33,3% atuam como freelancer há quatro a sete anos, e 16,7% há oito a 15 anos. Ainda assim, a estabilidade financeira segue como ponto sensível para a maioria dos participantes.
Desafios que marcam o dia a dia dos freelancers
A instabilidade financeira é apontada por 74,1% como o principal desafio da rotina PJ. Dificuldade para captar novos projetos aparece em 59,3%, e 55,6% citam a ausência de benefícios como saúde, previdência e férias remuneradas.
Metade dos respondentes aponta a negociação de valores justos como desafio. Outros 35,2% dizem ter dificuldade em ser reconhecidos como profissionais com visão de negócio, além de questões tributárias e administrativas (25,9%) e solidão profissional (14,8%).
A visão da HUG é de que o modelo pode funcionar bem quando bem estruturado, fornecendo rapidez para empresas e acesso a projetos qualificados para profissionais. O fundador da empresa, Gustavo Loureiro Gomes, ressalta a importância de amadurecer a operação para além da agilidade.
Alocação, casos e projeções da HUG
A HUG atua no modelo talent-as-a-service, conectando empresas a profissionais sob demanda. Entre as marcas atendidas estão Grupo Boticário, McCain, Grupo La Moda e Kwai. Em projetos com o Boticário, foram pagos mais de R$ 18,2 milhões a freelancers, com retenção de 96%.
A comunidade da HUG reúne mais de 1.000 profissionais ativos e 13 mil talentos cadastrados. Pelo HUG Job Match, as alocações ocorrem em até 24 horas. A projeção para 2026 é movimentar R$ 30 milhões em pagamentos a profissionais PJ.
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