- Sete em cada dez líderes já pensaram em deixar o cargo por causa da saúde mental.
- 88% dos entrevistados trabalham sob pressão constante, sendo que 44,6% descrevem a pressão como alta ou extrema.
- 78% dos líderes assumiram a posição sem formação suficiente para liderar.
- A Previdência Social registrou 546.254 afastamentos por transtornos mentais no país.
- 58,4% dos profissionais de RH afirmam que investimento em capacitação de lideranças é inexistente ou muito baixo, e 63% dizem que a capacitação é tratada como prioridade baixa.
Sete em cada dez líderes brasileiros já cogitaram deixar o cargo por causa da saúde mental. O dado vem de uma pesquisa da Conquer In Company, unidade de treinamentos da escola de negócios Conquer, com 400 líderes e 350 profissionais de RH.
O levantamento, realizado em 2026, mostra desgaste significativo. A maioria dos respondentes relata pressão constante no trabalho, com 44,6% classificando a pressão como alta ou extrema. Os impactos aparecem como cansaço mental e estresse.
Entre as motivações, duas tarefas aparecem no topo: desenvolver pessoas e gerenciar conflitos, bem como conciliar planejamento com operações diárias. Lidar com mudanças constantes completa o trio de maiores responsabilidades.
A falta de tempo para acompanhar o time é apontada por 20,9% dos líderes. A ausência de ferramentas e processos adequados chega a 17,1%, e o baixo engajamento da equipe a 15,6%.
O acúmulo de demanda e a falta de suporte ajudam a explicar o aumento dos afastamentos por transtornos mentais. Dados da Previdência Social mostram 546.254 casos nesse tema na última década.
O estudo também revela que 78% dos líderes assumiram o cargo sem preparação suficiente. Sete em cada dez líderes conduzem mudanças sem clareza de caminho, com frequência.
Além disso, 63% consideram a capacitação de gestores como baixa prioridade na própria empresa. A fala da Conquer reforça o papel da formação contínua para liderança.
Entre os RH ouvidos, 58,4% reconhecem investimento em capacitação como inexistente ou muito baixo nas organizações. Metade dos profissionais vê atuação dos líderes como moderada, com limitações em situações complexas.
A pesquisadora Giovana Chimentão afirma que liderança é competência construída, não talento inato. Ela ressalta a necessidade de preparo, prática e evolução para evitar desgaste.
Os dados de RH apontam que o apoio à formação de lideranças ainda não vira prioridade prática. Quando isso ocorre, os impactos se refletem no clima organizacional e na capacidade de sustentar mudanças.
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