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Mais voz dos funcionários sobre IA para compartilhar benefícios, diz think tank

IPPR, com apoio da TUC, propõe consulta obrigatória sobre IA e “worker support levy” para ampliar o poder de barganha dos trabalhadores

The report cites data showing 20% of workers say AI is making their working life better, while 21% say it has made it worse.
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  • O IPPR, com apoio da TUC, propõe ampliar o poder de negociação dos trabalhadores sobre a adoção de IA no ambiente de trabalho.
  • O relatório mostra que vinte por cento dos trabalhadores veem IA melhorando a vida profissional, enquanto vinte e um por cento avaliam que piorou; quatro por cento já perderam o emprego por causa da tecnologia.
  • O estudo diferencia três impactos da IA: augmentação (complementa o trabalho), degradação (monitoramento ou controle do trabalhador) e deslocamento (substituição de trabalhadores).
  • Entre as medidas, está a obrigação legal de os empregadores consultarem os funcionários sobre a adoção de IA e a criação de uma “levy” de apoio ao trabalhador, para formar uma carteira de benefícios transferível entre empregos.
  • A consulta sobre IA pode ocorrer por meio de acordos de negociação coletiva existentes ou por novas estruturas, como representação dos trabalhadores em conselhos ou um órgão consultivo.

A ideia de que a IA pode transformar o trabalho ganha força no Reino Unido, segundo um relatório do IPPR apoiado pela TUC. A publicação defende que os trabalhadores devem ter mais influência sobre como a IA é adotada nas empresas e que os benefícios sejam compartilhados de forma mais ampla.

O estudo aponta que, entre os trabalhadores, 20% veem a IA tornando a vida no trabalho melhor, enquanto 21% avaliam impacto negativo e 4% dizem ter perdido empregos por causa da tecnologia. O IPPR classifica os efeitos em três cenários: aumento da produtividade, degradação das condições de trabalho e deslocamento de empregos.

O relatório enfatiza que a questão não é se a IA vai disruptar o trabalho, mas quem terá poder para moldar esse processo. A ideia central é ampliar a participação dos trabalhadores nas decisões sobre adoção da IA e seus impactos.

Propostas centrais

Entre as medidas previstas estão uma obrigação legal de consulta dos empregadores aos trabalhadores sobre a IA, e a criação de uma “taxa de apoio ao trabalhador”. O objetivo é financiar um conjunto de benefícios transferíveis entre empregos, como adesão a sindicatos, seguro e treinamento.

A cobrança poderia ser bancada por empresas ou pelos próprios trabalhadores. O porta-voz da TUC, Paul Nowak, participa do documento e defende que a tecnologia deve ser desenvolvida, regulada e negociada pelos trabalhadores para ampliar ganhos sociais.

A consulta sobre IA pode ocorrer através de estruturas já existentes de negociação coletiva ou por meio de novas instâncias, como representação de trabalhadores em conselhos ou um novo órgão consultivo dedicado ao tema.

Contexto político e setorial

O governo britânico tem mostrado entusiasmo com a IA como motor de crescimento, destacando a inovação tecnológica entre fatores de crescimento econômico. A ministra plena, em apresentações públicas, sinaliza que a adoção acelerada da IA pode ampliar o valor agregado à economia e aos serviços públicos.

O Labour, por sua vez, reforçou avanços legais para os direitos dos trabalhadores após assumir o governo em 2024, o que é visto por alguns setor empresarial como fator de elevação de custos, sobretudo ante mudanças salariais e tributárias.

As propostas do IPPR, apoiadas pela TUC, entram no debate público sobre como distribuir os ganhos da IA entre empregadores e trabalhadores, buscando equilíbrio entre inovação e proteção laboral.

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