- Um acordo de oito anos entre o Hotel e Gaming Trades Council (representando 27 mil trabalhadores) e a Hotel Association of New York City (representando 250 hotéis) foi fechado para evitar greve durante a Copa do Mundo.
- O acordo prevê aumento de 50% nos salários, elevando o pagamento dos(as) ajudantes de hotel de quase $ 40 por hora para mais de $ 61 por hora, além de seguro-saúde familiar gratuito, maiores contribuições para pensões, novos fundos de benefícios e expansão de direitos no trabalho.
- O objetivo principal foi aumentar salários diante do aumento do custo de vida, segundo o presidente do sindicato, Rich Maroko.
- O presidente da associação hoteleira, Vijay Dandapani, disse que o setor enfrenta dificuldades econômicas e alta tributação; cerca de 20 mil quartos foram perdidos desde a pandemia.
- A demanda prevista para a Copa não se materializou plenamente, com reservas em Nova York, de acordo com dados de mercado, aproximadamente um terço da ocupação habitual.
O Sindicato dos Trabalhadores de Hotéis e Jogos de Nova York fechou acordo de oito anos com o Hotel Association of New York City para evitar greve durante a Copa do Mundo. O acordo eleva salários, oferece assistência médica e amplia benefícios. A negociação envolve 27 mil trabalhadores do setor hoteleiro.
O entendimento prevê um reajuste de 50% nos salários e carga horária com remuneração superior a US$ 100 mil anuais para funcionárias de limpeza. Também passará a incluir assistência médica familiar gratuita, maiores contribuições para a previdência e novos fundos de benefícios, segundo autoridades sindicais.
O anúncio ocorreu na segunda-feira, coincidindo com a decisão de sindicatos de trabalhadores ferroviários de Long Island de suspender uma greve que paralisou o transporte para a cidade por três dias. O objetivo é manter o fluxo de visitantes durante a Copa.
Mantendo equilíbrio econômico
O presidente do sindicato, Rich Maroko, afirmou que os aumentos salariais foram centrais neste ciclo, diante do aumento do custo de vida. O presidente da associação hoteleira, Vijay Dandapani, disse que o setor está enfrentando desafios econômicos e tributos elevados, ainda que reconheça avanços salariais.
Dados indicam demanda ainda abaixo do esperado para a Copa. A empresa de pesquisa CoStar aponta reservas em hotéis da região de Nova York com ocupação inferior a 70% e preços médios próximos a US$ 335 por noite, maior que a média nacional. O panorama preocupa gestores hoteleiros sobre o custo adicional com mão de obra.
O prefeito da cidade, Zohran Mamdani, afirmou que torcedores podem aguardar as fases seguintes para chegar à região. A arena MetLife, em Nova Jersey, sediará oito jogos, incluindo a decisão, ampliando o interesse pela competição na área.
A organização de apoio a greve alertou sobre o risco de paralisações caso contratos expirassem durante o torneio, incentivando apoios e boicotes. Após o acordo, Mamdani classificou o desfecho como vitória para a indústria, a economia e a cidade.
Pelo acordo, o setor hoteleiro busca manter competitividade frente aos custos trabalhistas, sem retratar a demanda turística nem o ritmo de recuperação do setor após a pandemia. A cidade mantém rates de ocupação altos, mas depende do desempenho da Copa para sustentar esse cenário.
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