- Plano de carreira foi citado por 20,42% como fator decisivo na definição do emprego ideal, à frente de salário e benefícios (13,60%).
- Entre os motivos de demissão, falta de oportunidades de crescimento ou de um plano de carreira estruturado lidera com 14,66%; salário e benefícios aparecem em seguida (13,78%).
- A sobrecarga de trabalho e a falta de reconhecimento valorização aparecem entre as principais razões de saída, com 12,02% e 13,46%, respectivamente; a exigência de trabalho 100% presencial completa o quadro (10,42%).
- O LinkedIn é o canal mais utilizado para buscar vagas, seguido pelo networking, destacando a importância da presença digital das empresas.
- Entre as empresas mais desejadas, o Itaú lidera no âmbito nacional, com Sicredi, O Boticário, Natura e Nubank na sequência; no ranking global, o Google fica em primeiro lugar.
O plano de carreira já é visto como prioridade pelos profissionais, superando salário e benefícios na definição do emprego ideal. A conclusão faz parte da pesquisa Loved Companies 2025, realizada pela ILoveMyJob com cerca de 2 mil trabalhadores CLT em todas as regiões do Brasil.
Entre os principais motivos para escolher uma vaga, crescimento profissional aparece na liderança, com 20,4% dos entrevistados. Em seguida vêm salário e benefícios (13,6%), colaboração entre equipes (12,5%), transparência (9,7%) e autonomia/ flexibilidade (8,7%). Liderança próxima completa o ranking (6,7%).
O mesmo fator que atrai também expulsa
Ao perguntar por que pediram demissão, os respondentes destacaram a ausência de oportunidades de crescimento como principal motivo (14,7%). Em seguida, salário e benefícios (13,8%), falta de reconhecimento (13,5%), sobrecarga de trabalho (12,0%) e exigência de presencialidade total (10,4%).
“Essa avaliação começa ainda no recrutamento, quando o candidato compara a promessa da marca com a experiência do processo”, afirma Angélica Madalosso, CEO da ILoveMyJob, destacando a importância da experiência do candidato.
Saúde mental, sobrecarga e ambientes estáveis
A consultoria aponta dois movimentos relevantes nos resultados. Primeiro, a valorização de empresas consolidadas, vistas como ambientes mais estáveis para carreira no médio e longo prazo. Empresas com investimento contínuo em desenvolvimento ganham vantagem na disputa por talentos.
Segundo, a sobrecarga de trabalho ganha peso entre os motivos de saída. A especialista associa o dado a uma crescente preocupação com saúde mental e à necessidade de suporte, clareza de prioridades e práticas de cuidado com funcionários.
Canais de busca e percepção de empregadores
Entre os canais usados para buscar vagas, o LinkedIn lidera, seguido pelo networking. A presença digital das empresas e a coerência entre o que comunicam e o que é vivenciado no processo seletivo ganharam relevância.
Empresas favoritas e alcance nacional
No ranking de destinos desejados, Itaú aparece entre os favoritos no Brasil, seguido por Sicredi, O Boticário, Natura e Nubank. Em nível global, Google ocupa a primeira posição, com Itaú, Apple, Sicredi, Amazon e Grupo Boticário completando o top 5.
O estudo aponta o chamado efeito halo, em que marcas com forte presença no cotidiano elevam a percepção de empregabilidade. ESG, benefícios, flexibilidade e digitalização aparecem como fatores de atratividade adicionais.
Quase 15% dos respondentes não indicaram nenhuma empresa como desejada, sinal de expectativas mais altas e busca por maior autonomia no trabalho. A metodologia Top of Mind foi aplicada com 95% de confiança e 5% de margem de erro, considerando cerca de 49 milhões de trabalhadores CLT no Brasil.
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