- Greve de professores pode começar na próxima semana em grandes distritos da Califórnia, incluindo San Francisco, San Diego e Los Angeles.
- Em San Francisco, 97,6% dos docentes votaram a favor de uma greve, a primeira na cidade em quase cinquenta anos.
- Em Los Angeles, a diretoria de ensino avalia demissões para lidar com o orçamento, enquanto o sindicato autorizou seguir com a greve.
- Em San Diego, educadores se preparam para a primeira paralisação em trinta anos, com cerca de 90% dos membros votando pela greve; a escola ficará fechada no dia da mobilização.
- Sacramento e outras áreas apoiam a campanha We Can’t Wait, com cinco sindicatos prontos para entrar em greve se necessário, reivindicando melhores salários, turmas menores e mais recursos.
O estado da Califórnia pode vivenciar greves massivas de professores em várias regiões, motivadas por disputas sobre condições de trabalho, salários e contratação de educação especial. As paralisações, que podem começar na próxima semana, já foram aprovadas por milhares de educadores. Em San Francisco, San Diego e Los Angeles, sindicatos se mobilizam para exigir melhorias.
Em San Francisco, 97,6% dos docentes votaram a favor de autorizar a greve, configurando o risco da primeira paralisação local em quase cinco décadas. Em Los Angeles, a Los Angeles Unified School District considera cortes de pessoal para equilibrar o orçamento, enquanto os membros sindicais autorizam seguir adiante com a greve. Em San Diego, docentes se preparam para a primeira caminhada desde 1996, com a maioria dos membros apoiando o movimento.
Contexto e cronologia
San Diego define a data de início da greve para 26 de fevereiro, após meses de mobilização da San Diego Education Association, que aponta violações contratuais relacionadas à equipe de educação especial. A cidade deverá fechar escolas no dia do protesto. Em Sacramento, pelo menos cinco sindicais locais sinalizam possibilidade de greve caso as negociações não avancem.
A mobilização faz parte da campanha We Can’t Wait, lançada pela California Teachers Association, que reúne 310 mil docentes em 32 distritos. A iniciativa exige recursos para reduzir turmas, aumentar salários e ampliar serviços aos estudantes, com foco na qualidade da educação pública. A organização aponta dados de difícil acesso à moradia próxima às escolas e defasagem salarial frente ao custo de vida.
Situação atual e desdobramentos
Na prática, o objetivo é pressionar as autoridades escolares a renegociar acordos coletivos e priorizar o financiamento de recursos para a educação. Rusga entre sindicatos e distritos persiste, com aguardadas deliberações sobre relatórios de conciliação previstos para esta semana. Educadores afirmam que a ação é necessária para ampliar o atendimento a alunos e reduzir a carência de pessoal de apoio.
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