- Movimentos nas redes pedem o fim da escala de trabalho seis por um, já com mais de 1,4 milhão de assinaturas, e a deputada Erika Hilton propõe reduzir a jornada sem cortar salário.
- A escala seis por um prevê seis dias de trabalho com apenas um dia de folga por semana, com opções de sete horas e vinte minutos diários ou oito horas diárias com compensação.
- Erika Hilton apresenta a Proposta de Emenda à Constituição para reduzir a jornada de quarenta e quatro horas para quarenta e seis? (erro) — na verdade, para trinta e seis horas semanais distribuídas em quatro dias de trabalho, sem redução salarial; o texto depende de assinaturas de pelo menos cento e setenta e uma deputados.
- A ideia enfrenta resistência de setores conservadores que afirmam que reduzir a jornada prejudicaria a economia; apoiadores citam benefícios para saúde, produtividade e bem-estar.
- Estudos internacionais, como no Reino Unido, indicam menos estresse e menor burnout com a semana de quatro dias, além de possível aumento de produtividade e retenção de trabalhadores.
A escala de trabalho 6×1 ganhou as manchetes neste fim de semana após o lançamento de uma proposta da deputada Erika Hilton para reduzir a jornada no país sem corte salarial. A campanha ganhou força nas redes, com mais de 1,4 milhão de assinaturas.
O movimento, iniciado pelo vereador Rick Azevedo, atua nacionalmente para extinguir o modelo em que o trabalhador tem apenas um dia de folga a cada seis dias trabalhados. Hilton já engloba assinaturas para uma PEC que muda a regra atual.
A CLT, criada em 1943, regula a jornada de até 44 horas semanais e o descanso remunerado. A escala 6×1, consolidada ao longo dos anos, mantida pela Reforma Trabalhista de 2017, permite que o descanso seja ajustado conforme demanda setorial.
Proposta de mudança
A deputada PSOL defende reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais, distribuídas em quatro dias de trabalho. A proposta prevê sem corte salarial, alterando o artigo 7º da Constituição para favorecer jornadas mais curtas.
Hilton argumenta que o modelo atual impacta saúde mental e física dos trabalhadores. A ideia é alinhar o Brasil a tendências globais de redução de horas, com ganhos de produtividade e qualidade de vida.
Especialistas apontam que a 6×1 ajuda a explicar o cansaço extremo em setores que operam 7 dias, como comércio e hospitalidade. Estudos internacionais mostraram redução de estresse com jornadas mais curtas.
Para avançar, a PEC precisa de pelo menos 171 assinaturas de deputados. O espaço para tramitação depende do apoio entre cadeiras e do volume de adesões entre parlamentares, variável nas últimas horas.
A assessoria de Hilton promete divulgar um balanço das assinaturas nas próximas horas. No entanto, o tema ganhou destaque após a viralização da pauta nas redes, como o X, que manteve o debate entre os assuntos mais comentados.
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