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Homem paquistanês afirma que Irã o forçou a participar de complô para matar Trump

Paquistanês afirma ter sido forçado pela Guarda Revolucionária do Irã a participar de plano para assassinar Trump; promotoria contesta coerção

Asif Merchant, a Pakistani man with alleged ties to Iran, appears on charges in connection with a foiled plot to assassinate a U.S. politician or government officials, in a courtroom in New York, U.S., September 16, 2024 in this courtroom sketch.
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  • Um paquistanês, Asif Merchant, afirmou em julgamento que não quis trabalhar voluntariamente com os Guardas da Revolução Islâmica do Irã para planejar o assassinato de Donald Trump.
  • O Departamento de Justiça acusa Merchant de tentar recrutar pessoas nos Estados Unidos para o esquema contra Trump e outros políticos dos EUA, em retaliação à morte do comandante do Corpo, Qassem Soleimani.
  • Merchant disse que participou para proteger a família em Teerã, segundo o New York Times, mas a promotoria sustenta que houve ausência de provas de coerção real.
  • Além de Trump, Merchant disse que houve menção a Joe Biden e a Nikki Haley durante conversas com um interlocutor iraniano.
  • O julgamento ocorreu pouco antes de Trump anunciar ataques dos EUA contra o Irã em retaliação, em meio a denúncias de Teerã sobre não ter visado Trump ou outras autoridades americanas.

Um homem paquistanês, Asif Merchant, é acusado nos EUA de planejar o assassinato do presidente Donald Trump. Segundo a acusação, ele buscava recrutamento de pessoas nos Estados Unidos para retaliar pela morte de oficiais iranianos. O caso corre em tribunal federal.

Merchant afirma, segundo reportagens, que não agiu sob coação voluntária e que participou do esquema para proteger a família em Teerã. Os promotores contestam a versão, destacando a falta de evidências que comprovem coerção real.

A acusação sustenta que o objetivo era atingir Trump e outros políticos dos EUA, como Joe Biden e Nikki Haley, em retaliação aos dados sobre a morte de Qassem Soleimani. O Exército de Guardas Revolucionárias, conhecido como IRGC, teria papel central no suposto plano.

O Ministério Público descreve o envolvimento do IRGC como chave para o suposto encabeçamento da operação, enquanto Teerã nega ter visado Trump ou outros oficiais. O julgamento começou na semana passada, em meio a tensões diplomáticas entre EUA e Irã.

Mercant, representado por advogados, não respondeu de imediato a pedidos de comentário. O White House não emitiu resposta imediata. O caso, que envolve terrorismo e homicídio por contrato, continua em andamento nos tribunais norte-americanos.

Caso e contexto

  • O processo foca em uma suposta rede de apoio construída para executar o ataque pretendido.
  • As acusações incluem recrutamento de indivíduos nos EUA para um ato violento de alto impacto.
  • O IRGC é apontado como parte central da narrativa para os investigadores e promotores.

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