- Walid Saadaoui, de 38 anos, e Amar Hussein, de 52, foram condenados à prisão perpétua por planejar ataque terrorista nos arredores de Manchester, com tentativa de usar fuzis contra a comunidade judaica local.
- O caso envolveu o recrutamento de Hussein por Saadaoui, com ataque planejado para disfarçar-se como judeus e atingir uma marcha antissemita no centro da cidade.
- Um operante disfarçado, conhecido como Farouk, infiltrou redes jihadistas e forneceu armas, que incluíam rifles semiautomáticos; a intenção era usar as munições em grande quantidade.
- Saadaoui foi preso em uma operação policial envolvendo mais de duzentos policiais, em maio de 2024, ao tentar tomar posse de armas no estacionamento do hotel Last Drop, em Bolton; as armas estavam desativadas.
- O irmão de Saadaoui, Bilel Saadaoui, foi condenado a seis anos por não divulgar informações sobre o plano.
Walid Saadaoui, 38, e Amar Hussein, 52, foram condenados à prisão perpétua por planejar um dos ataques terroristas mais letais já tentados no Reino Unido, antes de ser impedido por um operador disfarçado. A pena ocorreu no Preston Crown Court, para crimes de preparação de atos terroristas entre dezembro de 2023 e maio de 2024.
O plano envolvia um ataque com armas de fogo contra a comunidade judaica de Greater Manchester. Saadaoui, que tinha ligações com o Estado Islâmico, coordenou a operação e realizou reconhecimento. Hussein, sem moradia fixa, foi recrutado para ajudar. Um operador infiltrado, conhecido como Farouk, forneceu informações falsas sobre armas.
A investigação indicou que Saadaoui chegou a comprar e receber rifles semiautomáticos, além de realizar reconhecimento de alvos, como sinagogas, escolas e centros comerciais na região. Um esconderijo em Bolton foi utilizado para guardar as armas.
Detalhes da condenação
Saadaoui recebeu a pena mínima de 37 anos de prisão; Hussein, pelo menos 26 anos. O irmão de Saadaoui, Bilel Saadaoui, 37, foi condenado a seis anos por não revelar informações sobre o plano. Em júri de quase três meses, eles negaram as acusações, com o tribunal descrevendo um forte sentimento extremista islâmico e hostilidade contra judeus.
Segundo autoridades, o grupo planejava disfarçar-se de judeus para participar de uma marcha antissemitismo em Manchester, seguindo para áreas ao norte da cidade. As autoridades ressaltaram que, se a ação fosse bem-sucedida, poderia ter causado dezenas de mortes e ferimentos graves em várias pessoas. O caso também destacou o papel decisivo do agente Farouk em desmantelar o complô.
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