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ASIO: australiano espionando para Irã teria orquestrado incêndio em Bondi

Asio denuncia cidadão australiano ligado ao Irã que orquestrou incêndio em Bondi; ataque ligado ao IRGC eleva alerta sobre ameaças domésticas e coerção internacional

Asio director general, Mike Burgess, has called for Australians who want a safer country to be more tolerant and give others a ‘fair go’ in order to turn down the temperature.
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  • Um cidadão australiano, chefe de uma unidade de inteligência para o Irã, “orquestrou” o ataque com fogo em Bondi, Sydney.
  • Outro ligado ao Irã, um ex-residente australiano no Iraque, esteve por trás do ataque à sinagoga Adass Israel, em Melbourne.
  • O chefe da ASIO, Mike Burgess, disse que o ódio aos judeus é comum a muitos grupos extremistas violentos.
  • O ataque em Bondi, em dezembro, deixou 15 mortos e foi considerado um atentado terrorista antissemita.
  • Burgess destacou ameaças de regimes estrangeiros contra cidadãos australianos, espionagem ligada ao acordo Aukus e tentativas de coerção de repatriação, afirmando que a segurança está degradada e as redes sociais amplificam desconfiança.

Em entrevista pública, o diretor-geral da ASIO, Mike Burgess, afirmou que um cidadão australiano que atua como agente sênior de inteligência para o Irã teria “orquestrado” o ataque incendiário em Bondi, Sydney. Também disse que um ex-residente da Austrália, morando no Iraque, foi o responsável pelo ataque a uma sinagoga em Melbourne. Burgess destacou vínculos com o IRGC e a rede de extremismo antissemita.

A fala ocorreu em uma palestra de análise de ameaças, na noite de quarta-feira, enquanto o chefe da ASIO apresentava um panorama de segurança para o país. Segundo Burgess, a violência associada ao extremismo antissemita é comum a diversos grupos violentos, com uso de plataformas digitais para radicalização.

Entre os dados apresentados, Burgess apontou que dois ataques ligados ao IRGC tiveram ligações com pessoas que vivem fora do país, mas mantinham fortes laços com a Austrália. Um cidadão australiano, baseado no Irã, teria coordenado o incêndio contra o restaurante Lewis’ Continental Kitchen, em Bondi.

O segundo ataque mencionado atingiu a Adass Israel, em Melbourne, e envolveu um ex-morador australiano que residia no Iraque. O diretor da ASIO informou que não pode divulgar os nomes neste momento para proteger investigações, mas disse que as ações buscavam promover ódio e violência contra supostos inimigos do Irã.

Burgess ressaltou ainda outras formas de interferência estrangeira, como campanhas de coerção para repatriações de cidadãos australianos. Segundo ele, pelo menos cinco regimes estariam usando esse mecanismo, com uma atuação particularmente agressiva.

Em relação ao panorama de espionagem, a ASIO observou interesse de atores estrangeiros em dados sobre o acordo Aukus e em infraestrutura crítica. Um caso citado envolveu espionagem disfarçada de funcionário de consultoria, que conseguiu informações de um titular de clearance de segurança.

O chefe da agência afirmou que os exemplos citados ocorreram em uma semana, demonstrando que o desafio é simultâneo e cumulativo. Burgess pediu uma resposta comunitária para reduzir a tensão no ambiente de segurança.

Encerrando o discurso, Burgess disse acreditar que, se mais australianos adotarem princípios como fair go, respeito mútuo e tolerância, a temperatura do ambiente de segurança poderia reduzir-se. Ele enfatizou a necessidade de ações coletivas contra intolerância.

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