- Walid Saadaoui e Amar Hussein, agentes do Estado Islâmico há anos, planejaram um ataque em Manchester disfarçados de judeus para invadir uma marcha antiantissemitismo.
- O plano era abrir fogo contra a multidão com rifles de assalto, desorganizar serviços de emergência e ampliar o ataque para comunidades judaicas e, posteriormente, cristãs.
- A operação foi impedida por um policial de contra-terrorismo disfarçado, conhecido como Farouk; Saadaoui foi detido no estacionamento de um hotel, e Hussein na loja onde trabalhava.
- Saadaoui, de 38 anos, havia vivido de forma discreta na Inglaterra, alimentando propaganda extremista online; Hussein, de 52, possuía treinamento militar e integrava a rede de simpatizantes do grupo.
- Em maio de 2024, a polícia realizou a prisão, com armas desativadas durante a apreensão; o irmão de Saadaoui, Bilel, foi condenado por não reportar as atividades dos irmãos.
Walid Saadaoui e Amar Hussein foram condenados por planejar ataques terroristas em Manchester, após uma operação de vigilância disfarçada que impediu a ação. Eles pretendiam infiltrar-se em uma manifestação contra o antisemitismo com disfarce de judeus e abrir fogo contra a multidão.
Os suspeitos eram operativos duradouros ligados ao grupo extremista Estado Islâmico. Saadaoui, 38, e Hussein, 52, viviam no Reino Unido e tinham desenvolvido uma rede de contatos para facilitar o ataque, incluindo a intenção de desorganizar serviços de emergência.
O plano previa ataques em Manchester, com saque de asfixia de prioridade para atingir comunidades judaicas e cristãs. A ideia era alavancar confusão para permitir fuga e ampliar o estrago no subúrbio da região.
O papel do agente infiltrado
Um policial de contra-terrorismo, atuando como agente disfarçado sob o codinome Farouk, interrompeu o plano nos últimos estágios. Saadaoui foi interceptado em um estacionamento de hotel em Bolton, e Hussein foi detido na loja onde trabalhava.
A investigação descreve Saadaoui como motivado por uma ideologia extremista, com histórico de uso de redes sociais para promover propaganda do IS. Hussein possuía treinamento militar e integração com Saadaoui para a execução do ataque.
Segundo a Promotoria, Saadaoui chegou a planejar carregar armas e conduzir o ataque com apoio de simpatizantes do IS. Os dois chegaram a viajar a Dover para observação de rotas de acesso a possíveis armas e alvos.
Saadaoui ainda organizou a participação de familiares e chegou a vender um negócio local para financiar a operação. A polícia apreendeu armas desativadas durante a detenção. A investigação destaca o alto nível de planejamento e a disposição de morrer em ataque.
Entre na conversa da comunidade