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Alimentos de supermercado rotulados como naturais ou sustentáveis são marketing

Pesquisa com 27 mil itens em redes australianas mostra que quase 40% trazem alegações de sustentabilidade sem verificação, com emissões maiores em algumas categorias

Person looking at supermarket items
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  • Pesquisa com mais de vinte e sete mil itens de supermercados na Austrália mostrou que termos como “natural” ou “sustentável” são usados mais como marketing do que como alegações verificáveis.
  • Quase quarenta por cento dos produtos tinham algum tipo de alegação de sustentabilidade; na maioria, a declaração era de responsabilidade do fabricante, sem verificação independente.
  • Dentre setenta e nove alegações identificadas, “natural” e “vegan” foram as mais comuns; termos genéricos podem ser interpretados de forma ambígua pelos consumidores.
  • Em estudo separado, itens com rótulos climáticos, em geral, apresentaram pegadas de carbono menores, mas em categorias como carne e confeitaria houve produtos com emissões mais altas do que os não rotulados.
  • Especialistas pedem regulação mais rígida e padrões universais para evitar greenwashing; enfatizam que escolhas de consumidores devem se apoiar em informações claras e verificáveis.

Pesquisadores australianos analisaram mais de 27 mil produtos embalados vendidos em Coles, Woolworths, Aldi, IGA e Harris Farm em Sydney. O objetivo foi verificar alegações ambientais como natural ou sustentável. O estudo aponta que grande parte dessas claims são marketing sem verificação.

Entre os itens avaliados, quase quatro em cada dez traziam alguma alegação de sustentabilidade. A maioria das afirmações foi declarada pelo fabricante, sem validação independente. O risco é o chamado greenwashing, anunciado pelos pesquisadores.

Associate Prof. Alexandra Jones explicou que não há verificação independente nas principais alegações. Ela destacou que termos amplos como natural podem não representar benefício ambiental ou de saúde.

O estudo mapeou 69 tipos de afirmações ambientais. Entre elas, natural e vegan aparecem com maior frequência. Termos amplos como sustentável podem perder o sentido prático para o consumidor.

O que acontece quando as alegações são avaliadas

Em outra linha de pesquisa, a equipe examinou se produtos com alegações climáticas possuem emissões menores. Os resultados mostraram que, em linhas gerais, há redução, mas nãouniformidade entre categorias.

Em carnes e confeitos, que possuem altas emissões, produtos com alegações ambientais apresentaram emissões significativamente maiores que os itens sem rótulo. A leitura contraria a ideia de benefício ambiental claro.

Lead author Mariel Keaney afirmou que esse resultado alarma a confiança do consumidor. Labels de carbono em itens de alto impacto podem ser enganosos. Consumidores buscam reduzir a pegada, disse.

A pesquisadora da University of Technology Sydney, Natalina Zlatevska, ressaltou a importância de definições claras. Ela observa que muitos rótulos geram confusão entre os compradores.

Ela citou modelos de classificação, como o Eco-Score francês, que usa código de cores para indicar impacto ambiental. Segundo Zlatevska, facilita decisões rápidas no ponto de venda.

Chandni Gupta, diretora adjunta do Consumer Policy Research Centre, destacou que cerca de metade dos australianos considera sustentabilidade na compra. Informações claras ajudam a comparar produtos.

A equipe recomenda regulação mais robusta para tornar as alegações úteis. Se fortalecidas, as certificações poderiam impulsionar a sustentabilidade do setor alimentício.

Enquanto isso, para reduzir impactos, a orientação é conter o consumo de carne e aumentar frutas, verduras e leguminosas. O estudo sugere priorizar categorias de alimentos já reconhecidas como mais sustentáveis.

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