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Mico-leão-de-cabeça-dourada ameaçado ganha destaque na foto da semana

Foto destaca o mico-leão-dourado-de-cabeça (Leontopithecus chrysomelas), cuja população caiu quase sessenta por cento em trinta anos e habitat limitado a treze mil quilômetros quadrados

The golden-headed lion tamarin, captured in the photo above, is a small primate species found only in the northeastern Brazilian state of Bahia.
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  • O mico-leão-dourado de cabeça dourada, Leontopithecus chrysomelas, ocorre apenas na Bahia, no nordeste do Brasil.
  • Espécie tem juba vermelha-dourada, patas e cauda da mesma cor; vive entre galhos, come frutas e ovos de aves, e dorme em tocas com a família.
  • A photo foi tirada por Flávia Zagury no Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, que relatou curiosidade e vocalizações dos animais.
  • A espécie está entre as mais ameaçadas do Brasil, com queda de quase sessenta por cento na população em três décadas e perda de mais de quarenta por cento do habitat desde 1992.
  • A área de floresta disponível hoje soma treze mil quilômetros quadrados, em grande parte em cabucas de cacau; Ilhéus a Bahia adotou o mico como mascote oficial em 2024 para promover cacau sustentável, e um centro de reabilitação foi inaugurado em março de 2026 para reintrodução de tamarins encontrados em áreas urbanas.

O tamarim-de-crista-dourada, espécie de pequeno primata, foi capturado na foto acima. Encontram-se apenas no estado da Bahia, nordeste do Brasil. O animal pertence ao gênero Leontopithecus e tem juba dourada, além de patas e cauda na mesma tonalidade. Vive entre galhos, alimentando-se de fruta e ocasionalmente de ovo de aves ou pequenos vertebrados. Dorme agrupado com a família em tocas de árvores.

A pesquisadora e fotógrafa Flávia Zagury registrou uma família de tamarins no Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, um instituto estadual dedicado à conservação do patrimônio de primatas brasileiro. Ela destaca a vocalização intensa dos indivíduos e a curiosidade percebida durante a observação.

Esses tamarins estão entre os primatas mais ameaçados do Brasil. Entre 1992 e 2024, a expansão agrícola e urbana reduziu mais de 40% de seu habitat, restando cerca de 13 mil km² de floresta disponível, em grande parte fragmentada.

Grande parte do habitat atual ocorre em fazendas de cacau de agrofloresta, chamadas Cabrucas, onde o cultivo fica sob o dossel de árvores nativas. O cacau é uma das frutas preferidas pelos tamarins, favorecendo a convivência com esse manejo tradicional.

Nas últimas décadas, monoculturas de soja e pastagens tomaram espaço nas áreas de cacau, elevando o risco de extinção. Em resposta, moradores da Bahia atuam na proteção: Ilhéus criou o tamarim como mascote oficial em 2024 para valorizar cacau sustentável. Em março de 2026 foi inaugurado um centro de reabilitação para reintegrar tamarins encontrados em áreas urbanas à natureza.

A próxima missão da fotógrafa Zagury é acompanhar os animais em seu habitat natural, buscando, segundo ela, observação direta na vida selvagem.

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