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Gonet pede ao STF excluir receitas próprias do MP do arcabouço fiscal

Procurador-geral pede ao STF excluir R$ 304 milhões de receitas próprias do Ministério Público da União do teto de gastos, citando decisão do Judiciário

Gonet alega que vincular receitas próprias ao arcabouço fiscal fere autonomia do Ministério Público. (Foto: Victor Piemonte/STF)
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  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, ajuizou ADI pedindo que as receitas próprias do Ministério Público da União sejam excluídas do arcabouço fiscal.
  • O dinheiro envolve o MPU, composto pelo MPF, MPT, MPM e MPDFT, com receita própria estimada em 2026 de R$ 304 milhões.
  • O caso tem como relator o ministro Alexandre de Moraes, indicado a pedido da PGR, que sustenta haver conexão com outra ação sobre o tema.
  • Gonet argumenta que, para segurança jurídica, as receitas próprias do Ministério Público da União não devem ficar sujeitas ao teto de gastos, conforme já decidido em relação ao Judiciário.
  • O arcabouço fiscal atual permite crescimento de despesas acima da inflação, entre 0,6% e 2,5%, o que motivaria o pedido para preservar a autonomia financeira do MP.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para excluir as receitas próprias do Ministério Público da União do arcabouço fiscal. O pedido foi protocolado na quarta-feira, 21, e envolve o MPU, que reúne o MPF, MPT, MPM e MPDFT. A intenção é que essas receitas não integram o teto de gastos.

Segundo Gonet, a medida busca segurança jurídica, previsibilidade e equilíbrio orçamentário. O pedido solicita liminar para reconhecer que as receitas próprias do Ministério Público da União, usadas para custear atividades específicas, não devem obedecer ao teto previsto pela Lei Complementar n. 200/2023.

O caso tem como relator o ministro Alexandre de Moraes, indicado pela PGR. O procurador aponta conexão com outra ação de tema similar e cita precedentes já firmados. O argumento é preservar a autonomia financeira do Ministério Público da União.

Gonet sustenta que o tratamento dado ao Judiciário em julgamento da Associação dos Magistrados Brasileiros deve ser aplicado aos membros do Ministério Público. A leitura hear, defende que excluir as receitas próprias do MP do teto evita ferir a autonomia financeira do Parquet.

O arcabouço fiscal atual é uma atualização do teto de gastos, implementada no governo Lula para flexibilizar o limite. O modelo permite crescimento de despesas entre 0,6% e 2,5% acima da inflação, diferente do patamar fixo anterior.

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