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Startup brasileira levanta R$ 200 milhões na maior rodada seed do Brasil

Pax levanta US$ 40 milhões em rodada seed liderada por Greenoaks e Benchmark, a maior captação desse estágio no Brasil, para IA na segurança pública

PAX: presente em mais de 30 cidades no Brasil, a Pax trabalha com governos estaduais e municipais para ajudar as forças de segurança a resolver casos mais rápido e reduzir os crimes violentos
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  • Pax levantou US$ 40 milhões (R$ 200 milhões) em rodada seed, liderada pelos fundos Greenoaks e Benchmark.
  • A startup brasileira desenvolve plataforma de IA para segurança pública, conectando câmeras, registros policiais e bases criminais para gerar inteligência em tempo real.
  • Em Luziânia, Goiás, a solução esteve associada à queda de 27% em crimes violentos em seis meses, com melhoria de eficiência policial e sensação de segurança.
  • Ao longo do último ano, forças de segurança que usam a plataforma ajudaram a esclarecer mais de 2 mil casos em mais de 30 cidades brasileiras.
  • Investidores com histórico em tecnologia destacam o potencial da IA para aumentar a resolução de crimes, frente à taxa de solução de homicídios no Brasil.

A Pax, startup brasileira de inteligência artificial voltada para segurança pública, levantou US$ 40 milhões (R$ 200 milhões) em uma rodada seed. A captação foi liderada pelos fundos Greenoaks e Benchmark, de atuação no Vale do Silício.

Fundada por David Peixoto, ex-executivo da Arco Educação, a Pax reúne engenheiros formados em Stanford, Harvard, MIT, ITA e USP. Bastante veteranos deixaram grandes empresas de tecnologia dos EUA para desenvolver a plataforma no Brasil.

Em Luziânia (GO), a primeira operação em larga escala associou a plataforma a uma queda de 27% nos crimes violentos em seis meses. A eficiência policial dobrou no mesmo período, conforme levantamento da Real Time Big Data.

Ao todo, forças de segurança que usam a plataforma ajudaram a esclarecer mais de 2 mil casos em mais de 30 cidades, incluindo homicídios, roubos com arma e furtos de veículos. Dados reforçam o papel da IA na investigação.

A captação ocorre em um momento de desafio na solução de crimes no Brasil. Dados do Sou da Paz indicam que menos de 40% dos homicídios são solucionados no país, frente a 63% no mundo e 92% na Europa.

Peixoto aposta que o gargalo da investigação é o acesso a dados. Segundo ele, a Pax conecta câmeras, registros policiais e bases criminais para gerar inteligência em tempo real, apoiando as decisões dos policiais.

Andrew Cohen, sócio da Greenoaks, aponta que a violência é a principal preocupação dos brasileiros e cita a redução de roubos de veículos no estado onde a Pax atua pela primeira vez. Ambos os investidores trazem histórico em tecnologia e segurança.

Os investidores destacam o potencial de IA para áreas até então pouco digitalizadas. A Pax afirma que ainda há muito a ser feito para transformar dados em pistas e alertas em tempo real, fortalecendo a atuação policial.

Segundo a Pax, o mercado latino-americano tem espaço para crescimento em soluções de segurança baseadas em IA, com demanda por maior eficiência, rapidez e integração entre fontes de informação.

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