- A fintech brasileira Cora, com investidores como Greenoaks, Tiger Global e Ribbit Capital, passa a operar na vertical de adquirência com maquininhas e Tap to Phone para competir no mercado de pagamentos no Brasil.
- O CEO Igor Senra afirma que o produto de adquirência pode ser maior que a empresa em dois a três anos, prometendo custos menores para oferecer taxas mais competitivas.
- A Abecs aponta que transações com cartões no Brasil somaram mais de R$ 1,1 trilhão no primeiro trimestre, indicando o tamanho do mercado e o potencial de crescimento.
- O produto está em fase beta, com link de pagamento já disponível; a Cora cita custo de atendimento em torno de R$ 14,00 por cliente, aproximadamente 10% do valor cobrado pelas grandes instituições.
- A empresa tem 1,7 milhão de clientes, e, no primeiro trimestre, atingiu around R$ 50 bilhões em pagamentos; planos incluem expansão de crédito e manutenção de crescimento orgânico.
A fintech brasileira Cora, conhecida por contas PJ, ampliará suas atividades com uma nova vertical de adquirência. A empresa, que já recebe aportes de fundos estrangeiros, aposta em maquininhas de cartão e na tecnologia Tap to Phone para transformar celulares em terminais de pagamento. A estratégia visa competir com players como PagBank, Mercado Pago, Stone e SumUp.
Investidores de peso apoiam a Cora: Greenoaks, Tiger Global e Ribbit Capital integram o grupo de acionistas. O CEO e cofundador Igor Senra detalha que a nova vertical surge a partir de uma avaliação de custos e de aprendizado acumulado nas áreas de crédito e conta digital. A meta é reduzir drasticamente as tarifas para micro e pequenos empreendedores.
O movimento ocorre em um momento em que o mercado de pagamentos no Brasil mostra fôlego expressivo. Dados da Abecs indicam que as transações com cartões superaram a casa dos trilhões de reais no último ano, com o varejo buscando serviços mais eficientes. A Cora mapeia esse cenário como oportunidade de ganho de participação.
A operação de adquirência está em fase beta, com testes em andamento junto a parceiros pontuais. Por ora, o foco está na modalidade de link de pagamento, com planos de ampliar a oferta futuramente. A empresa busca reduzir custos de atendimento, estimando cifra de cerca de R$ 14,00 por cliente, bem abaixo da média do mercado.
Desde 2019, a Cora cresceu para mais de 1,7 milhão de clientes. No primeiro trimestre, o volume de pagamentos atingiu aproximadamente R$ 50 bilhões, com receita em expansão de cerca de 50% frente ao mesmo trimestre de 2025. A fintech sustenta que a estratégia de aquisição pode ampliar seu alcance sem depender de capital externo.
A dupla de fundadores, Senra e Leonardo Mendes, já teve atuação anterior em Moip, vendida à Wirecard em 2016. A experiência é citada como fator-chave para a validação rápida da nova tese. Em 2023, a empresa reforçou a verticalização ao incorporar Pix e boletos, além de intensificar o uso de IA para risco, conformidade e atendimento ao cliente.
Além da adquirência, a Cora mira ampliar a participação da unidade de crédito, com projeção de elevar o ARPU substancialmente por meio de produtos como capital de giro e antecipação de recebíveis. O objetivo é manter o ritmo de expansão mantendo o caixa suficiente para as ambições internas, sem recorrer a novas captações.
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