- O saldo de migração líquida para o exterior somou 301 mil pessoas à população australiana no último ano, o menor aumento desde meados de 2022, mas ainda acima do nível pré-pandemia.
- A tendência de queda acompanha o recuo desde o pico de até 556 mil no fim de 2023, segundo o Australian Bureau of Statistics.
- O governo aponta a redução como sinal de ajuste, enquanto a oposição sustenta que os números continuam altos para o momento, citando pressão sobre moradias e serviços.
- A estimativa de economista da KPMG é de que a nova normalidade fica em torno de 300 mil migrações líquidas por ano, com Queensland e Western Australia puxando os números para cima (aumento expressivo).
- Até meados de 2025, a população fica cerca de 350 mil abaixo das projeções do Tesouro de 2019, com Nova Gales do Sul e Victoria voltando aos níveis pré-pandemia.
O saldo de migração internacional fluidizou o crescimento populacional australiano em 2024, com 301 mil pessoas a mais no país, o menor aumento desde meados de 2022, mas ainda acima do nível pré-pandemia. Os números são da Australian Bureau of Statistics.
A taxa de migração líquida permaneceu acima do ritmo pré-pandemia, mas tem caído de forma constante desde o pico de 556 mil no fim de 2023. O governo destaca a tendência de queda, em meio a debates sobre a sustentabilidade dessas chegadas.
A coalizão, por sua vez, sustenta que a migração ainda está elevada e pressiona o mercado de moradia e serviços públicos. O tesoureiro Jim Chalmers afirmou que os dados mostram redução da migração sob o governo.
Contexto regional e projeções
A economia de Queensland e da Austrália Ocidental impulsionou o aumento, com forte entrada de migrantes nesses estados. Dados indicam que Queensland recebeu 75% a mais de imigrantes do que antes da Covid, e a WA registrou alta de 250%.
Nova York NSW e Victoria voltaram a níveis pré-pandemia, segundo especialistas, sinalizando uma distribuição desigual do fluxo migratório. A população australiana em meados de 2025 ainda ficou cerca de 350 mil abaixo do previsto no orçamento de 2019.
Reações políticas e expectativas
Para o governo, a migração média de cerca de 300 mil por ano é apresentada como novo patamar estável. A oposição ressalta que esse patamar continua alto, especialmente em regiões com déficit habitacional.
O orçamento de maio previa quedas graduais da migração líquida, projetando 295 mil neste ano fiscal, 245 mil no próximo e 225 mil em 2027-28. As autoridades mantêm o objetivo de conter impactos sobre moradia e serviços.
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