- Seis jovens, entre 18 e 22 anos, foram detidos na noite de 8 de agosto ao tentar invadir o prédio da USP na Cidade Universitária; possibilidade de relação com a greve não foi confirmada.
- A Polícia Militar informou que atendeu à ocorrência após invasão e bloqueio de acessos com barricadas; três agentes ficaram feridos e foram atendidos no Hospital Universitário.
- Vídeos nas redes mostram encapuzados com paus e cassetetes; a SSP-SP diz que manifestantes agrediram seguranças, dispararam rojões e fogos de artifício durante a ocupação.
- A PM apreendeu itens como fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, megafone, marreta, estilingue e outros usados na ocupação; a perícia identificou danos a mobiliários e equipamentos da universidade.
- O caso foi registrado no 7º Distrito Policial (Lapa) como lesão corporal de natureza grave e dano ao patrimônio público; também houve anúncio oficial de fim da greve, aprovado pela assembleia com 323 votos a favor e 255 contra.
Seis jovens foram detidos na noite de segunda-feira, 8, acusados de tentar invadir um prédio da USP na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo. Entre 18 e 22 anos, eles foram ouvidos pela polícia e liberados em seguida. A Polícia Militar foi acionada após invasão e bloqueio de acessos com barricadas.
A SSP-SP informou que os manifestantes encapuzados teriam agredido seguranças, além de terem usado rojões e fogos de artifício contra eles. Três agentes ficaram feridos e receberam atendimento no Hospital Universitário. A PM apreendeu fogos, porretes, rádios, um megafone, uma marreta, um estilingue e outros itens.
A perícia identificou danos a mobiliário e equipamentos da universidade. O caso foi registrado no 7º Distrito Policial (Lapa) como lesão corporal de natureza grave e dano ao patrimônio público. Não há confirmação de relação entre os detidos e o movimento grevista na USP.
Fim da greve
No mesmo dia, estudantes decidiram encerrar a greve que já durava 54 dias. A assembleia aprovou o fim da paralisação por 323 votos a favor, 255 contra e 9 abstenções. A decisão não encerra automaticamente o movimento; as faculdades realizarão novas assembleias para deliberar sobre a retomada.
Algumas unidades já retomaram as atividades, como Direito, Medicina, Escola Politécnica e campi do interior. A decisão de retorno depende das deliberações de cada unidade, com atuação variando entre departamentos.
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