- Messias recomeçou hoje o “beija‑mão” para angariar votos no Senado após entregar a documentação, ainda sem data marcada para a sabatina.
- A aliados, o ainda ministro da Advocacia-Geral da União disse estar leve e sereno e que pretende demonstrar que não tem relação com a crise política envolvendo o governo e o presidente do Senado.
- Segundo apuração, Messias acredita ter cerca de cinquenta votos garantidos, acima dos 41 necessários para a aprovação no Senado.
- O Planalto trabalha com sinalização de apoio de MDB e PSB, além de contar com votos de evangélicos, mantendo a expectativa de uma margem de segurança.
- Há preocupação com o atraso na abertura da sabatina pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mantendo o STF desfalcado e evidenciando risco institucional com a ausência de um novo ministro.
Messias entregou a documentação ao Senado e deu início à segunda rodada do chamado beija-mão para angariar votos na sabatina, ainda sem data marcada. O ministro da Justiça e Segurança Pública, indicado pelo presidente Lula para vaga no STF, disse estar leve e sereno e pronto para esclarecer pontos aos senadores.
Ele reforçou que não se envolve na crise política envolvendo o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e que pretende usar o serviço público como norte na eventual atuação no Supremo. A meta é conquistar apoio amplo, inclusive de oposicionistas.
No entorno de Lula, auxiliares veem uma margem de segurança de cerca de 50 votos garantidos, com 41 necessários para a confirmação. Houve contato prévio com 75 dos 81 senadores, e o objetivo é ampliar esse alcance.
Risco de atraso no Senado
A equipe do Planalto admite a possibilidade de atraso no início dos trâmites, enquanto Alcolumbre não sinaliza apoio nem resistência clara. A gestão da relação com o presidente do Senado é apontada como etapa crítica.
A avaliação interna é de que o STF fica desfalcado desde a saída de Luís Roberto Barroso, em outubro, o que aumenta a pressão por um nome que possa manter a institucionalidade. O STF atualmente tem dez ministros.
Calendário de sabatina e impactos
A comissão de Constituição e Justiça do Senado tem expectativa de realizar a sabatina em cerca de 23 dias após a notificação formal de Alcolumbre. A pauta depende de alinhamentos políticos entre bancadas e da definição de agenda.
Entre na conversa da comunidade