- Robbins depôs que a avaliação de Mandelson foi “borderline”, apesar de o arquivo de vmo (veting) indicar riscos e sugerir recusa, com mitigação possível.
- O arquivo de avaliação foi concluído em 28 de janeiro de 2025 e, segundo a divulgação, apresentava riscos com alerta vermelho; MPs disseram ter sido informados de duas marcas vermelhas.
- Robbins afirmou que a FO (Foreign Office) recebeu orientação de que UKSV considerava Mandelson um caso “borderline” e que poderia haver concessão com mitigação, em meio a um suposto diálogo entre UKSV e o diretor de segurança da FO, Ian Collard.
- O ministro defendeu “o sistema”, dizendo que arquivos de avaliação são confidenciais e só podem ser vistos em circunstâncias excepcionais; ele não viu o arquivo de Mandelson, mas avaliou a possibilidade de consulta sete meses depois da demissão do embaixador.
- Questionamentos políticos surgiram sobre a eficácia do sistema de avaliação, a veracidade das informações e a participação de Collard, além de observar que os riscos identificados pela UKSV não teriam relação com Jeffrey Epstein.
O secretário de Relações Exteriores de alto escalão, Olly Robbins, defendeu em plenário o andamento do processo de clearance de Peter Mandelson, apesar de denúncias de irregularidades no fluxo de informações. O caso envolve a avaliação de segurança de Mandelson para um cargo público, com controvérsias sobre os pareceres do UK Security Vetting (UKSV) e a atuação do Foreign Office.
No centro da controvérsia está um documento de vetting de Mandelson, concluído em janeiro de 2025, semanas antes de ele assumir o cargo. O sistema de avaliação usa um semáforo para indicar o resultado: aprovado com luz verde, aprovado com gestão de riscos em âmbar ou negado. O parecer final apontaria uma negativa conforme o registro oficial.
Relatórios indicam que, na véspera de Robbins depor, parlamentares receberam esclarecimentos de autoridades do Governo sobre o parecer do UKSV, que constava dois indicativos vermelhos para Mandelson. O ponto de discórdia é se Robbins teve acesso total ao relatório final antes de decidir a nomeação.
Robbins afirmou que a avaliação do UKSV era de um caso borderline e que havia possibilidade demitigações para permitir a aprovação. Ele disse ter sido informado de que o Foreign Office poderia conceder a clearance com salvaguardas, mesmo diante de um parecer de risco elevado.
A defesa de Robbins centrou-se na distinção entre a responsabilidade final pela decisão no exterior e o papel do UKSV, cuja decisão final seria distinta dentro do órgão. Segundo ele, o processo envolve uma discussão entre profissionais de segurança com comunicação frequente entre as alas do UKSV e o departamento.
Questionamentos surgem sobre o motivo pelo qual Robbins não teve acesso ao relatório completo quando decidiu a liberação de Mandelson. Em depoimento, ele afirmou ter, posteriormente, considerado consultar o documento, mas as circunstâncias não estavam claras. A eventual visualização dependeria de justificativa de segurança nacional.
Outro ponto levantado é a possibilidade de Robbins ter visto o arquivo sete meses após a decisão, quando Mandelson já havia sido indicado, levantando dúvidas sobre o motivo dessa retrospectiva. O comitê considerou se houve divergência de versões entre Robbins e a diretoria de segurança do Foreign Office.
Especialistas adultos na área de segurança destacam que o processo de aprovação envolve debates entre autoridades de diferentes níveis, o que pode gerar interpretações distintas sobre os riscos. A discussão continua sobre a transparência, a consistência e a governança do sistema de vetting.
Os questionamentos também apontam para a ausência de clareza sobre se houve registro detalhado de todas as reuniões e decisões que influenciaram a avaliação final. A edição de 2025 do expediente de Mandelson expôs lacunas que geram dúvidas sobre a linha entre avaliação técnica e decisão administrativa.
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