- O grupo de hackers ShinyHunters afirma ter publicado dados supostamente roubados do Madison Square Garden, totalizando cerca de 45 GB com milhões de registros, incluindo informações de clientes e menções a jogadores e treinadores do Knicks; a amostra foi analisada pela 404 Media.
- Os dados foram divulgados pouco depois do Knicks vencer o campeonato da NBA pela primeira vez desde 1973; a MSG utiliza extensivamente tecnologias de vigilância, incluindo reconhecimento facial; a empresa não respondeu a comentários e houve uma ação coletiva ajuizada após o caso.
- Em San Francisco, pelo menos três bares no distrito Castro passaram a usar scanners faciais na entrada para coletar dados de clientes, como imagens faciais, nomes e gêneros, por meio da empresa Patronscan; as informações podem ser compartilhadas com outras firms que utilizam a tecnologia.
- A agência de inteligência doméstica da França, DGSI, disse que vai abandonar as ferramentas de Palantir e substituir por software francês da ChapsVision, ressaltando a importância de modelos de IA nacionais.
- A Apple planeja alterar o domínio do recurso Hide My Email, passando de @icloud.com para @private.icloud.com, o que pode tornar mais fácil para empresas identificarem o uso do serviço de privacidade.
O grupo de hackers ShinyHunters afirmou ter publicado dados supostamente roubados do Madison Square Garden, ampliando a lista de vítimas anunciadas pela organização nos últimos meses. Os arquivos, estimados em 45 GB, teriam milhões de registros, incluindo informações de clientes e referências a jogadores e treinadores dos Knicks. A divulgação ocorreu pouco depois da campanha vitoriosa dos Knicks no último campeonato da NBA.
Segundo a cobertura da 404 Media, uma amostra dos dados aponta para nomes de pessoas envolvidas com o time e comentários sobre tecnologias de reconhecimento facial usadas pelo Madison Square Garden. A casa de shows e arena não respondeu aos pedidos de comentários. Também foi acionada uma ação coletiva federal após o incidente.
Alteração tecnológica em bares de São Francisco
Pelo menos três bares no Castro, região conhecida pela comunidade LGBTQ, passaram a usar câmeras de reconhecimento facial na entrada para coletar dados de clientes. A ferramenta, fornecida pela Patronscan, registra imagens, nomes e identidades de gênero, segundo a Gazetter SF. A prática permite identificar frequentadores em visitas futuras e pode compartilhar informações entre empresas parceiras.
França substitui Palantir por solução nacional
A agência de inteligência interna francesa DGSI anunciou a substituição de Palantir por uma solução de uma empresa nacional, a ChapsVision. A troca faz parte de uma estratégia francesa de reduzir dependência de tecnologia estrangeira. O governo já havia indicado interesse em desenvolver ferramentas próprias para IA e dados.
Apple planeja mudar domínio do Hide My Email
A Apple busca alterar o domínio usado pelo recurso Hide My Email, que gera endereços virtuais para inscrições online. Atualmente, os endereços utilizam o domínio @icloud.com; a partir de breve implementação, poderão usar @private.icloud.com. A mudança pode impactar a detecção de uso do serviço por terceiros.
O que isso significa
O ataque alegado ao Madison Square Garden reforça preocupações sobre vazamento de dados de grandes organizações e o uso de tecnologias de vigilância. A expansão de câmeras de reconhecimento facial em estabelecimentos comerciais desperta debates sobre privacidade.
As decisões da DGSI sinalizam uma tendência europeia de reduzir dependência de tecnologias estrangeiras em favor de soluções locais. A avaliação de mudanças como a do domínio do Hide My Email envolve questões de privacidade e usabilidade para usuários.
Entre na conversa da comunidade