- A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma Defesa Civil Alerta ficou fora do ar às 1h30 de sábado, após invasão que disparou o alerta sem autorização; a PF foi acionada e a Anatel também foi contatada; a hipótese é de ataque hacker.
- O aviso alcançou celulares em pelo menos seis estados, começando em Curitiba e chegando a Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pará; em alguns aparelhos a palavra apareceu como “misantropi4”.
- O recurso utilizado foi o Cell Broadcast, tecnologia de envio de mensagens que sobrepõe a tela e não depende de cadastro ou número de telefone, utilizada para avisos de desastres naturais.
- As autoridades pediram que a população não trate boatos como fato enquanto a apuração avança; ainda não há confirmação oficiais de autoria ou motivação.
- Casos famosos de invasão de sinais de TV, rádio e celular: Max Headroom (Chicago, 1987); Captain Midnight (1986); Vrillon (Inglaterra, 1977); o alerta zumbi (EUA, 2013); FDT (2017).
A Defesa Civil Nacional confirmou que a plataforma Defesa Civil Alerta saiu do ar na madrugada de sábado, 20, após um disparo não autorizado atingir celulares em ao menos seis estados. O episódio, que não teve relação com tempestades ou desastres, foi considerado um provável ataque hacker e levou a PF a ser acionada. A Anatel também foi avisada sobre a invasão do sistema de envio em massa.
O alerta atingiu aparelhos de usuários em Curitiba, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pará, com mensagens exibidas em diferentes formatos, inclusive com a palavra misantropia. Em alguns dispositivos, o termo apareceu como misantropi4. Não houve confirmação de autoria ou objetivo, e autoridades pedem que boatos não sejam tomados como fatos durante a apuração.
A plataforma expôs a vulnerabilidade de um canal de comunicação criado para avisos públicos. O Cell Broadcast é usado para mensagens emergenciais que não dependem de cadastro, alcance amplo e som alto mesmo no modo silencioso. A investigação busca entender como houve o disparo remoto em um sistema de uso restrito.
Casos históricos de invasão de sinal
Max Headroom: em Chicago, 1987, duas emissoras foram invadidas durante intervalos. Uma figura mascarada com o rosto do personagem Max Headroom apareceu na tela, interrompendo transmissões. A identidade dos responsáveis nunca foi esclarecida, tornando o caso famoso pelo sequestro de sinal não resolvido.
Captain Midnight: em 1986, um engenheiro sobrepôs uma tela de protesto ao sinal da HBO durante um filme. A ação, de curto duração, levou o Congresso dos EUA a tornar o sequestro de satélite crime federal. O episódio influenciou mudanças regulatórias sobre tarifas de TV via satélite.
Vrillon: em 1977, a transmissão da Southern Television na Inglaterra foi interrompida por quase seis minutos por uma voz que dizia representar uma entidade interestelar. O caso é amplamente visto como um trote sofisticado, com autor desconhecido.
O alerta zumbi: em 2013, hackers invadiram o Emergency Alert System dos EUA, veiculando uma mensagem de conteúdo macabro. O ataque expôs falha de senhas de fábrica em equipamentos de alerta. O incidente é considerado similar ao risco brasileiro por expor vulnerabilidades do sistema público de avisos.
FDT: em 2017, rádio FM comunitária dos EUA transmitiu a frase de derrota política após invasão de equipamentos. A invasão ocorreu por meio de dispositivos de streaming sem proteção adequada, destacando a importância de fortalecer a segurança da cadeia de transmissão.
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