- Grupo de 19 mulheres e crianças ligados ao Estado Islâmico chega à Austrália, prevista para Melbourne e Sydney na tarde de terça-feira, encerrando sete anos de detenção.
- A coorte é formada por doze crianças e sete mulheres que deixaram um campo de detenção sírio na semana passada.
- Autoridades de segurança dizem que o retorno foi preparado desde 2014 e que haverá monitoramento contínuo dos indivíduos.
- Entre as pessoas mencionadas estão Nesrine, Sumaya e Aminah Zahab, Hyam Raad, além de Kawsar Kanj e Kirsty Rosse-Emile com seus filhos; Majed Raad teria sido absolvido em caso anterior.
- Save the Children Australia reforça a necessidade de apoio de saúde e de acompanhamento psicossocial para as crianças, enquanto o debate político sobre o futuro dos retornados continua.
Do grupo de 19 mulheres e crianças ligadas ao Estado Islâmico, mantidas na Síria após a derrota do grupo, está previsto para chegar a Melbourne e Sydney nesta terça-feira à tarde. O retorno encerra sete anos de detenção e aguça o debate público sobre o destino das pessoas envolvidas.
A comitiva reúne 12 crianças e sete mulheres que deixaram um campo de detenção sírio na semana passada, antes de embarcarem para casa. A maior parte nasceu na Síria ou no Iraque, após os pais terem viajado para a suposta califado.
O ministro da Segurança Interna, Tony Burke, afirmou nesta manhã que as autoridades de segurança acompanham o retorno desde 2014 e possuem planos de monitoramento já definidos. A prioridade é a segurança da comunidade australiana.
Os/quais estão entre o grupo que chega a Melbourne incluem Nesrine, Sumaya, Aminah Zahab e Hyam Raad, juntamente com as crianças. Aminah é mãe de Muhammad Zahab, conhecido por atividades associadas ao IS, segundo reportagens passadas. Zahab foi morto em 2018.
Entre os familiares, Nesrine Zahab relatou, em entrevista anterior à imprensa, que não pretendia entrar na Síria e que acabou em território devastado. Ela descreveu sofrimento e choques durante a passagem pelo conflito.
A comitiva que desembarcará em Melbourne também deve incluir Kawsar Kanj e seus cinco filhos, mais Kirsty Rosse-Emile e dois filhos. Kanj e o marido Majed Raad viajaram com crianças em 2014 e, segundo registros, Raad foi absolvido de acusações ligadas a um suposto complô terrorista.
Documentos obtidos pelo Guardian Australia indicam que Kanj teve a cidadania cancelada em 2019, decisão contestada no Judiciário. Raad, segundo fontes, sobreviveu ao colapso territorial do IS e pode estar em locais incertos.
Rosse-Emile tinha 19 anos quando deixou o Sudeste de Melbourne com o marido, Nabil Kadmiry; os filhos nasceram após a saída, e Kadmiry foi capturado em 2019. Familiares não comentaram ao contato da reportagem.
Organizações humanitárias pedem atenção à saúde física e psicológica das crianças que retornam, destacando a necessidade de apoio contínuo. A organização Save the Children afirmou a importância de acolhimento integral.
Historicamente, o governo australiano já realizou repatriações de menor vulnerabilidade: em 2019, oito órfãos retornaram do Sírio; em 2022, 13 crianças com quatro mães. Em 2025, dois grupos retornaram após negociações com autoridades.
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