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Maioria de brasileiros rejeita ideia de bandido bom é bandido morto

Estudo aponta apoio reduzido a jargões punitivistas: 73% defendem julgamento e punição; apenas 20% apoiam “bandido bom é bandido morto”

A morte violenta foi a principal causa de óbito na população de 15 a 29 anos. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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  • A frase “bandido bom é bandido morto” tem apoio de 20% dos pesquisados; 73% dizem que criminosos devem ser julgados, punidos e presos.
  • Em endurecimento penal, 55% defendem aplicar as penas existentes a todos os criminosos; 39% defendem aumento das penas.
  • No debate sobre armas, 77% acreditam que armas compradas legalmente podem ser roubadas e chegar ao mercado ilegal; 73% afirmam que mais armas significam mais mortes; 21% defendem armar a população.
  • Em relação à atuação policial, 65% preferem melhorar a qualidade e preparo da polícia a aumentar o efetivo; 32% defendem mais policiais nas ruas.
  • Sobre câmeras corporais, 82% veem a tecnologia como proteção para bons policiais e produção de provas; 12% dizem que atrapalha a atuação policial.

A maioria dos brasileiros rejeita o slogan bandido bom é bandido morto, segundo estudo do Instituto Sou da Paz. A pesquisa aponta distâncias entre esse discurso e a opinião pública, mesmo em ano eleitoral, quando a segurança domina o debate.

O levantamento mostra que apenas 20% dos entrevistados concordam com a frase. Em contrapartida, 73% afirmam que criminosos devem ser julgados, punidos e presos por seus crimes. Os dados destacam uma diferença entre apelo punitivo e voto informado.

Sobre endurecimento penal, 55% defendem aplicar as penas já existentes a todos os criminosos. Outros 39% apoiam aumento das penas, sugerindo que o problema não é a falta de leis, mas a aplicação fiel delas.

No debate sobre armas, 77% acreditam que armas compradas legalmente podem ser roubadas e abastecer o crime. Além disso, 73% associam mais armas a mais mortes, enquanto 21% defendem que armar a população aumenta a segurança.

A atuação policial recebe leitura menos simplista. Para 65%, é mais atuação qualificada do que apenas mais policiais; 32% defendem aumento do efetivo. A visão é de aprimoramento institucional.

No aspecto tecnológico, 82% veem favoravelmente as câmeras corporais como proteção a policiais e geradoras de provas; 12% dizem que a tecnologia atrapalha a atuação.

Para o Instituto Sou da Paz, as respostas indicam menos adesão a slogans violentos e mais foco em debate baseado em evidências. A diretora-executiva Carolina Ricardo ressalta que o eleitor busca caminhos além do radicalismo.

O documento aponta cinco prioridades para orientar o debate eleitoral: proteger mulheres, fortalecer polícias, enfrentar o crime organizado, reduzir roubos e retirar armas ilegais de circulação. O material será lançado em breve.

A pesquisa foi conduzida pela Oma Pesquisa, a pedido do Instituto Sou da Paz. Ouviram 1.115 pessoas em entrevistas presenciais e domiciliares entre novembro e dezembro de 2025.

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