- Segurança é apontada como principal problema da atual gestão de Lula em pesquisa Datafolha, com 16% das respostas, em maio.
- Em levantamento Nexus/BTG Pactual, Flávio Bolsonaro aparece com 43% e Lula com 47% no segundo turno, em cenário próximo de empate técnico.
- A estratégia de Flávio inclui acelerar propostas de governo na área de segurança, como redução da maior idade penal para 16 anos e endurecimento da legislação criminal.
- Além dele, Ronaldo Caiado e Romeu Zema também ampliam a pauta: defendem classificar facções criminosas como organizações terroristas e ampliar uso de Forças Armadas/cooperação internacional.
- O governo lançou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com 11 bilhões de reais, porém especialistas dizem que efeitos aparecem mais no médio prazo e criticam o foco em medidas macrocriminais.
Com a violência urbana entre as principais preocupações do eleitorado, candidatos da direita elevam a pauta de segurança na corrida presidencial de 2026. A estratégia busca explorar a desaprovação da população sobre a atuação do governo Lula no tema.
A leitura de pesquisas mostra cenário desafiador para o governo. Datafolha aponta segurança como principal problema da gestão Lula, segundo levantamento de maio, com 16% dos entrevistados, entre 2.004 pessoas.
Outra frente aponta o desempenho nas urnas. Em pesquisa da Nexus/BTG Pactual (22-24 de maio), Flávio Bolsonaro aparece com 43% de intenções de voto no segundo turno, ante Lula com 47%, dentro da margem de erro de 2 pontos.
Flávio planeja acelerar propostas na área de segurança, centrando-se na redução da maioridade penal e no endurecimento da legislação criminal. A ideia é ganhar apoio entre eleitores conservadores com medidas de maior repressão.
Entre as propostas, integra a defesa da PEC que reduz a maioridade penal para 16 anos, além de revisões em benefícios a presos e fortalecimento da atuação policial. A agenda também prevê ampliar o acesso a armas para guardas municipais.
Caiado e Zema também ampliam o debate. Caiado critica o envio de recursos a estados para combate ao crime organizado e defende a classificação de facções como organizações terroristas, aumentando o papel das Forças Armadas e da inteligência.
Zema apresenta diretrizes de segurança que incluem a classificação de facções como organizações terroristas, uso ampliado da Força Nacional e cooperação internacional, visando endurecer a legislação penal e a custódia de presos.
Especialistas avaliam o efeito imediato do pacote de Lula. O programa Brasil Contra o Crime Organizado, com 11 bilhões em investimentos, pode ter impacto mais perceptível a médio e longo prazo, segundo técnicos ouvidos pela imprensa.
Observam que os recursos dependem de aprovações, crédito para estados e municípios e de execuções que envolvem investigação, sigilo e judicialização, o que reduz a probabilidade de mudanças rápidas no cotidiano dos cidadãos.
A avaliação é de que o tema segurança continua sendo ativo politicamente para a oposição, mesmo com o lançamento recente de medidas federalmente contabilizadas. A rapidez de resultados práticos permanece questionada pelas autoridades.
Fontes oficiais citadas nas discussões incluem o governo federal, o Congresso e especialistas em segurança pública, que destacam a necessidade de ações de curto prazo para reduzir crimes patrimoniais violentos, como roubos e homicídios.
Entre na conversa da comunidade