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EUA cobram plano brasileiro contra facções e propõem exportação de estrangeiros

EUA pressionam Brasil por plano de combate a facções transnacionais e propõem recebimento de criminosos estrangeiros, com compartilhamento de dados biométricos

Lula em encontro com Trump em Kuala Lumpur, na Malásia, no final de outubro (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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  • EUA apresentaram ao Brasil propostas para combater o crime organizado transnacional, incluindo um plano para erradicar facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, entre outras.
  • as demandas incluem que o Brasil receba criminosos estrangeiros em suas prisões, em um acordo semelhante ao firmado com El Salvador no ano passado.
  • as informações foram divulgadas pela Folha de S. Paulo e podem ser discutidas numa reunião entre o presidente Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • um alto funcionário do governo americano citou ainda o compartilhamento de informações pessoais, incluindo dados biométricos, de estrangeiros que buscam refúgio no Brasil.
  • o tema acontece enquanto os EUA avaliam classificar PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras, em discussão entre autoridades brasileiras e americanas.

A administração do ex-presidente Donald Trump enviou ao Brasil uma série de propostas voltadas ao combate ao crime organizado transnacional. Entre os pedidos estão a apresentação de um plano para erradicar organizações como PCC e CV e a ideia de que o Brasil acolha criminosos estrangeiros em seus presídios, em resposta similar ao acordo firmado com El Salvador no ano passado. As informações foram veiculadas pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (13).

O objetivo econômico e de segurança é atuar contra facções que atuam no país e no continente. Um alto funcionária do governo americano informou à reportagem que o Brasil deveria apresentar um plano concreto para reduzir a presença e atuação de facções como PCC, CV, Hezbollah do Líbano e redes criminosas chinesas. A proposta também envolve o compartilhamento de dados pessoais, incluindo informações biométricas, de estrangeiros que buscam refúgio no Brasil.

As discussões ocorrem em um momento em que os EUA avaliam classificar as facções brasileiras PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras, por representar ameaça à segurança regional. Essa avaliação foi mencionada em recente contato entre o ministro Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Em resposta, o Itamaraty pediu detalhamento das propostas, mas, até a publicação, não houve retorno oficial.

Propostas em pauta e evolução diplomática

As tratativas integram a agenda de proximidade entre os governos e podem ganhar contornos em eventual encontro entre Trump e o presidente Lula. A operação visa ampliar cooperação na área de segurança, incluindo intercâmbio de informações. A receptividade brasileira ainda não está consolidada, segundo fontes oficiais. A reportagem cita a Folha de S.Paulo como compartilhando as informações.

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