- A administração Trump planeja fechar o Complexo Camp East Montana, em Fort Bliss, no Texas, um centro de detenção de imigrantes que teve críticas por condições de vida e violência de guardas.
- Três detentos morreram no campo desde sua abertura e houve surto de sarampo que levou dezenas a ficarem em quarentena.
- Um memorando interno da Immigration and Customs Enforcement (ICE) aponta a possível rescisão de um contrato de 1,2 bilhão de dólares com a empresa Acquisition Logistics LLC para administrar o centro.
- O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que está avaliando o complexo para garantir que atenda aos padrões, sem confirmar uma decisão final de fechamento.
- O acúmulo de 53 mortes em detenções sob ICE/CBP em 2025, com seis já neste ano, e críticas anteriores a abusos reforçam o debate sobre o modelo de detenção adotado pelo governo.
A administração de Joe Biden está promovendo a reavaliação de Camp East Montana, prisão de imigração localizada na base militar Fort Bliss, no Texas. O jornal Washington Post afirma que o complexo pode ser fechado em breve. O objetivo é revisar o contrato com a empresa Acquisition Logistics LLC, de US$ 1,2 bilhão, contratado no ano passado para gerir o presídio.
Camp East Montana está há meses sob críticas por condições de vida consideradas duras e por relatos de violência por parte de guardas. A instalação se tornou um dos exemplos mais conhecidos de campos montados para atender o aumento de detenções de migrantes.
Segundo o jornal, circula um memorando interno da ICE que aponta a possível rescisão do contrato com a empresa responsável pela operação. Ainda não há data anunciada nem cronograma definitivo para o fechamento.
O DHS informou ao Guardian que não há decisão final tomada e que a análise visa garantir o atendimento a padrões. A agência ressalta que investiga falhas e busca melhorias nas detenções.
Três detentos morreram no camp ao longo de pouco menos de um ano desde a abertura, entre eles um cubano de 55 anos cuja morte é apurada pela perícia como homicídio. Testemunhas relataram agressões graves durante a detenção.
Outras duas mortes ocorreram após ocorrências de saúde no hospital do campus, envolvendo um guatemalteco e um nicaraguense. A ICE mantém que as mortes foram associadas a condições médicas ou tentativas de autolesão.
Relatos de violações, como prisões em segregação, supostos confrontos com guardas e acesso precário a cuidados médicos, foram levantados por inspetores da ICE. Além disso, há relatos de alimentação inadequada e barulho constante de obras.
A ocupação do campo atingiu cerca de 1,5 mil detentos recentemente, menor que o pico de 5 mil, segundo memorando obtido pelo Post. O fechamento seria acompanhado por mudanças na política de detenção da agência.
A ICE está reformulando o que chama de “novo modelo de detenção”, com foco em ampliar estruturas de armazenamento e adaptar centros de imigração às necessidades de terceiros. A medida envolve a aquisição de várias instalações no país.
Entre na conversa da comunidade