- Paquistão realizou ataques aéreos em território afegão, elevando as tensões entre Islamabad e Kabul.
- Fontes paquistanesas disseram que pelo menos 70 militantes foram mortos; a Organização das Nações Unidas informou que pelo menos 13 civis morreram.
- O ataque pode colocar em risco o cessar-fogo fragilizado desde outubro, que já viveu vários choques na fronteira.
- Islamabad afirma ter evidências de que militantes usavam solo afegão para atacar o Paquistão, citando sete ataques planejados ou ocorridos desde 2024 ligados ao afeganistão.
- Analistas dizem que a retaliação pode ocorrer na fronteira; o Taliban tem menos efetivo militar que o Paquistão, mas dispõe de aeronaves e helicópteros, segundo avaliações.
O Paquistão informou ter realizado ataques aéreos contra alvos militantes no Afeganistão, após uma ofensiva na fronteira. O objetivo era neutralizar grupos que, segundo Islamabad, operam do território afegão contra o Paquistão. Pelo menos 70 militantes teriam morrido, segundo fontes de segurança paquistanesas, enquanto a ONU confirmou mortes de civis, pelo menos 13.
A ofensiva ocorre após um cessar-fogo frágil entre os dois países, mantido desde conflitos na fronteira em outubro. O esforço diplomático havia buscado reduzir choques e facilitar o comércio na região montanhosa.
Segundo autoridades paquistanesas, há evidências de que militantes usam solo afegão para atacar o Paquistão. Elas citaram sete ataques planejados ou bem-sucedidos desde 2024 como conectados ao Afeganistão.
O ataque de sábado foi precedido por declarações de que havia informações irrefutáveis sobre a movimentação de combatentes através da fronteira. Um ataque recente, na região de Bajaur, resultou na morte de forças de segurança paquistanesas e civis, segundo fontes locais.
Quem atua no Paquistão como Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP) é composto por facções jihadistas formadas em 2007. O grupo já atacou mercados, mesquitas, aeroportos, bases militares e escolas, operando ao longo da fronteira e além.
O Afeganistão nega permitir uso de território para ataques contra o Paquistão. Mesmo com a suspensão temporária de hostilidades, a região registra choques repetidos e fechamento de fronteiras que prejudicam o comércio.
Analistas apontam que, do lado afegão, o contingente talibã é menor que o do Paquistão. O Taliban possui aeronaves limitadas e carece de frota de caça eficiente, o que dificulta retaliações rápidas.
Dados de 2025 do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos indicam que o Paquistão mantém mais de 600 mil militares ativos, milhares de veículos blindados e centenas de aeronaves, além de capacidade nuclear.
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