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ICE e forças do Catar nos Jogos de Inverno deixam italianos apreensivos

ICE acompanha delegação dos EUA em Milão para os Jogos de Milano Cortina; contingente de segurança do Qatar chega, gerando protestos e tensão entre italianos

Italian military personnel in front of the Piazza del Duomo in Milan, Italy.
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  • O ICE, agência de imigração dos EUA, acompanhará uma delegação norte‑americana aos Jogos de Milão‑Corteina 2026 para “vetar e mitigar riscos” de organizações criminosas transnacionais, não atuar na imigração.
  • A presença do ICE gerou preocupação entre italianos; a cidade de Milão recebeu críticas públicas de autoridades locais sobre a participação da agência.
  • Milhares de pessoas protestaram, neste fim de semana, em Milão contra o ICE, com cartazes como “No ICE in Milano”.
  • Além do ICE, um contingente qatari de segurança desembarcou em Milão: mais de cem oficiais, 20 SUVs camufladas e três snowmobiles, com trajeto rumo ao centro da cidade.
  • O acordo de cooperação com o Qatar, assinado em setembro, autoriza a força qatari a monitorar locais, prover resposta rápida e apoiar medidas preventivas, gerando críticas devido a denúncias de abusos.

O debate em torno da segurança para os Jogos Olímpicos de Milão e Cortina d’Ampezzo 2026 ganhou destaque, às vésperas da abertura: a presença de unidades internacionais de segurança e a atuação de agências dos Estados Unidos e do Qatar geram controvérsia na Itália. Autores oficiais afirmam que a participação serve para mitigar riscos, sob responsabilidade local de organização.

Relatórios indicam que o ICE, órgão de imigração e alfândega dos EUA, acompanharia uma delegação norte-americana para os Jogos. Segundo fontes, a missão seria voltada a avaliar e reduzir riscos de organizações criminosas transnacionais, e não a tarefas de imigração. Itália, por sua vez, manteria o controle da segurança geral.

No último fim de semana, a cidade de Milão registrou manifestações contra a presença da equipe do ICE, com moradores e representantes locais pedindo o afastamento. Autoridades italianas divergem sobre o tema; o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, disse não ter informações sobre a atuação do ICE na região, mas fez críticas moderadas à ideia de um papel expansionista.

Outra frente de segurança envolve contingente estrangeiro já no país. Um carregamento de mais de 100 oficiais de segurança do Qatar, além de 20 SUVs camuflados e três trenós, aterrissou no aeroporto de Milão Malpensa no dia 27 de janeiro. Os veículos seguiram para o centro da cidade, passando por locais próximos ao centro de eventos, como a Piazza Duomo e o estádio San Siro, onde é aguardada a cerimônia de abertura.

Os agentes do Qatar atuam a pedido de Matteo Piantedosi, que assinou, em setembro do ano anterior, um acordo de cooperação durante visita ao Qatar. A missão inclui monitoramento de locais, resposta rápida e apoio a medidas preventivas contra riscos de segurança. Críticos apontam histórico de abusos por forças de segurança qatari, especialmente envolvendo minorias.

A presença de forças estrangeiras de segurança tem provocado debates no país. Organizações de direitos humanos destacam preocupações com eventuais abusos, enquanto defensores da cooperação internacional ressaltam a necessidade de proteção de delegações. O governo italiano, por ora, não divulgou novos detalhes sobre operações previstas durante as Olimpíadas.

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