- WhatsApp lançou o recurso “Configurações de conta rigorosas”, oferecendo proteção avançada com um único clique.
- O modo bloqueia mídias e anexos de remetentes desconhecidos, desativa a pré-visualização de links e silencia chamadas de contatos desconhecidos.
- A empresa afirma que, mesmo com criptografia de ponta a ponta, alguns usuários de alto risco, como jornalistas, podem precisar de medidas extremas.
- A Meta é a terceira grande empresa a oferecer proteção reforçada para usuários de alto risco, após Apple e Google.
- Especialistas do Citizen Lab destacam o benefício para dissidentes e ativistas e veem a medida como incentivo para melhorias no setor.
O WhatsApp da Meta lançou, na terça-feira, 27, um modo de segurança avançado chamado Configurações de conta rigorosas. A função funciona como um atalho que aplica um pacote de proteções adicionais a contas de forma rápida e automática. A medida visa reduzir riscos de hackers e vigilância.
O recurso reúne três proteções: bloqueio de mídias e anexos de remetentes desconhecidos, desativação da pré-visualização de links e silenciamento de chamadas de contatos estranhos. Juntas, elas visam dificultar técnicas de intrusão utilizadas por adversários sofisticados.
Segundo o WhatsApp, todas as conversas continuam protegidas pela criptografia de ponta a ponta, mas alguns usuários, como jornalistas ou figuras públicas, podem precisar de proteções extremas. A empresa descreve o recurso como uma camada adicional para casos de alto risco.
A iniciativa coloca o WhatsApp na linha de frente de empresas de tecnologia dos EUA que oferecem proteções mais rígidas para usuários de alto risco. A própria Meta já havia sinalizado esse movimento para atender demandas de segurança digital.
Essa estratégia de segurança já foi adotada por outras gigantes do setor. Em 2022, a Apple lançou o Modo de Bloqueio, com foco em uma proteção extrema para poucos indivíduos. Já em 2023, o Android ganhou o Modo de Proteção Avançada da Alphabet.
Especialistas em segurança veem o anúncio como positivo para quem atua sob risco elevado. John Scott-Railton, do Citizen Lab, afirma que a novidade contribuirá para a proteção de dissidentes e ativistas. A implementação pode incentivar melhorias no setor.
O próprio anúncio do WhatsApp foi recebido como desenvolvimento bem-vindo por profissionais que defendem cargos públicos e sociedades civis contra ataques cibernéticos. O tema volta a chamar atenção para a necessidade de soluções mais robustas no mercado.
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