- A Reuters aponta que relatos do Departamento de Segurança Interna sobre confrontos com agentes federais, após episódios violentos, frequentemente não batem com vídeos e outras evidências, em pelo menos seis incidentes.
- Em Minneapolis, a morte de Renee Good teve vídeos que contraram a versão de que ela seria agressora ou que houve terrorismo doméstico, apontando versão divergente das autoridades.
- Outro caso em Minneapolis envolveu Julio Sosa-Celis, com registros do FBI indicando identificação incorreta da pessoa perseguida, revelando versão diferente da inicialmente apresentada pelo DHS.
- No Texas, a morte de Geraldo Lunas Campos na detenção foi inicialmente descrita como “distúrbio médico”; a perícia indicou homicídio por asfixia decorrente de compressão no pescoço e no peito.
- Em Chicago, uma juíza afirmou que há representações “amplas e imprecisas” por parte do governo sobre o uso da força, levantando dúvidas sobre a consistência das informações divulgadas.
O governo de Donald Trump teve declarações rápidas sobre confrontos violentos envolvendo agentes federais, após dois tiroteios fatais de cidadãos norte-americanos em Minneapolis neste mês. Trechos das declarações foram contestados por vídeos e outras evidências, segundo apuração da Reuters.
A revisão da Reuters aponta que, em seis incidentes recentes, autoridades federais defenderam rapidamente os agentes sem aguardar fatos essenciais. Em alguns casos, evidências judiciais mostraram versões divergentes das apresentadas inicialmente.
Em Minnesota, após o tiroteio de Alex Pretti, a DHS informou que ele empunhava uma arma. Vídeos obtidos pela Reuters mostraram que Pretti segurava um celular, não uma arma, e que uma arma pode ter sido retirada de seu corpo antes dos disparos. A DHS manteve a narrativa de que o incidente evoluiu para “militarizar” a intervenção.
No mesmo estado, a polícia federal afirmou que a perseguição começou com uma suposta agressão envolvendo Julio Sosa-Celis. Documentos judiciais posteriores indicaram que a pessoa suspeita dirigida pela ICE não era o motorista atacado e que o motorista do carro já havia fugido, com o confronto ocorrendo entre terceiros.
Outra ocorrência envolve a morte de Renee Good no dia 7 de janeiro. A DHS descreveu Good como agressora que “usou o veículo como arma” para ferir agentes, insinuando terrorism. Imagens de câmeras e celulares contradizem a narrativa, sugerindo um ponto de vista diferente sobre o momento dos disparos.
A DHS alterou relatos após a detenção de Geraldo Lunas Campos no Texas em 3 de janeiro. Inicialmente descrito como desmaio médico, o caso foi reavaliado pela perícia oficial, que classificou a morte como homicídio por asfixia devido à compressão no pescoço e no torso.
A imprensa aponta ainda que decisões judiciais recentes questionaram versões governamentais sobre o uso da força por agentes de imigração. Em Chicago, um juiz citou “representações amplas” como problemáticas e pediu mais rigor na narrativa oficial.
A DHS respondeu aos pedidos de comentário destacando a necessidade de proteção aos agentes e o combate a violência dirigida contra a polícia. Em referência a casos de Minneapolis, Chicago e Texas, a agência ressaltou o compromisso com informações rápidas e precisas à população.
A reportagem de Reuters destaca que esse conjunto de incidentes sugere um padrão de defesa vigorosa de agentes sem aguardar a apuração completa dos fatos. O material evidencia divergências entre relatos oficiais e evidências posteriormente reveladas.
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