- Maduro, de 63 anos, deverá comparecer às doze horas (horário de Nova York) em tribunal federal de Manhattan para enfrentar acusações de narco-terrorismo, após ser capturado pelas forças dos EUA.
- nova acusação afirma que ele dirigiu uma rede estatal de tráfico de cocaína, com vínculos a cartéis mexicanos e grupos colombianos, protegidos por autoridades venezuelanas.
- Maduro é considerado ilegítimo desde a vitória contestada de 2018; ele e a esposa, Cilia Flores, estão detidos em Brooklyn após a operação norte-americana.
- as acusações incluem tráfico de cocaína, posse de armas e conspiração, com potencial de décadas de prisão perpétua em caso de condenação.
- ONU e Conselho de Segurança devem discutir o ataque na segunda-feira; especialistas questionam a legalidade da intervenção dos EUA.
O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro comparece nesta segunda-feira a uma sessão no tribunal federal de Manhattan, onde enfrenta acusações de narco-terrorismo. A audiência acontece após a captura dele e de sua esposa, Cilia Flores, em uma operação surpresa realizada por forças dos EUA.
Maduro, de 63 anos, e Flores foram presos em Brooklyn após serem retirados de Caracas, em uma operação de fim de semana. O plano é que a dupla participe da audiência, às 12:00 (horário local), diante do juiz Alvin K. Hellerstein. Não há confirmação sobre a presença de advogados ou se vão se declarar.
A acusação unsealed na sexta-feira afirma que Maduro liderou uma rede estatal de tráfico de cocaína, associada a cartéis internacionais, incluindo Sinaloa e Zetas, além de grupos na Colômbia e na Venezuela. As acusações incluem narco-terrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armamentos.
Atribuições e contexto
Procuradores sustentam que Maduro atuou como elo central de uma organização que envolveu oficiais venezuelanos e facções armadas para facilitar o tráfego de drogas com participação de grupos designados como terroristas pelos EUA.
Desde 2000, segundo a acusação, Maduro estaria ligado ao tráfico que começou na época em que era deputado e continuou durante seus mandatos como ministro de Relações Exteriores (2006-2013) e depois como presidente.
Detalhes do inquérito
Entre as alegações, o grupo aponta que Maduro vendeu passaportes diplomáticos a traficantes e concedeu cobertura para voos transportando recursos de drogas do México para a Venezuela. De 2004 a 2015, ele e a cônjuge teriam usado gangues estatais para traficar cocaína, com abusos para manter o esquema.
Antes e durante seu governo, o indicado chefe do Estado supostamente orientou rotas de tráfico, empregou forças armadas para proteger remessas e abrigou grupos violentos a serviço do tráfico. O material cita a busca por novas rotas após instruções recebidas no início de 2013.
Desafios e implicações legais
Especialistas avaliam que a acusação requer comprovação de envolvimento direto de Maduro nas decisões, o que pode ser difícil caso ele tenha se isolado do processo decisório. As acusações carregam potencial de penas severas, com décadas a prisão perpétua previstas.
Reações internacionais
A operação gerou controvérsia internacional, com dúvidas sobre a legalidade da intervenção. O Conselho de Segurança da ONU planeja se reunir na segunda-feira para discutir o ataque dos EUA, que recebeu críticas de Rússia e China, entre outros aliados de Caracas. Organizações internacionais destacam a gravidade das acusações.
Contexto político
Maduro mantém-se como líder não reconhecido por parte da comunidade internacional desde a vitória contestada em 2018, em meio a denúncias de irregularidades. A captura é vista como intervenção americana de grande repercussão na região, suscitando debates sobre o papel de potências externas na política venezuelana.
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