- Edward Ahmed Mitchell, vice-diretor da CAIR, afirma que as declarações de organizações terroristas por governadores do Texas e da Flórida expandem ataques a grupos civis e não respeitam devido processo e liberdade de expressão.
- Em novembro, o governo do Texas designou a CAIR e a Irmandade Muçulmana como “organizações criminosas transnacionais” e com direito a ações legais para fechar, além de vedar aquisição de imóveis no estado.
- O governador da Flórida publicou ordem similar, proibindo contratos estaduais, emprego e financiamento a quem preste suporte às organizações.
- A CAIR processa os estados, alegando inconstitucionalidade e propaganda política; Mitchell diz que decisões dão poder desproporcional a governadores e afetam qualquer grupo.
- O debate ocorre em meio a um histórico de islamofobia e a possíveis medidas federais inspiradas por ações estaduais, com acusações de que políticas visam sonegar direitos civis e desinformação.
Texas e Flórida designaram a CAIR e a Irmandade Muçulmana como organizações terroristas. A informação envolve medidas tomadas pelos governadores Greg Abbott e Ron DeSantis, em novembro e dezembro, respectivamente. As ações preveem sanções administrativas com impactos sobre imóveis, contratos e financiamento.
Edward Ahmed Mitchell, vice-diretor da CAIR, alerta que tais designações extrapolam o poder estatal e violam devido processo e liberdade de expressão. A organização alega inconstitucionalidade e diz estar sendo alvo de propaganda política. O caso já gerou ações legais em ambos estados.
Na prática, Texas impede a aquisição de propriedades pelas entidades e autoriza ações jurídicas contra elas. Florida proíbe contratos estaduais, empregos e financiamentos envolvendo as organizações, incluindo quem lhes ofereça apoio. As medidas, porém, não desestruturam as operações diárias da CAIR no momento.
Desdobramentos legais
A CAIR contesta as designações em tribunais, afirmando que não há base legal para classificar as entidades como terroristas. Grupos pró-Israel e figuras conservadoras têm defendido ações semelhantes em nível federal, amplificando o debate sobre o uso dessa prerrogativa.
Mitchell ressalta que a advocacia pela causa palestina é o foco da organização e nega vínculos com qualquer grupo terrorista. Segundo ele, as acusações visam manchar a reputação da CAIR e atendem a correntes anti-Muslim no cenário político.
A instituição de direitos civis lembra casos históricos de repressão a organizações negras nos Estados Unidos, defendendo que a busca por poder estatal pode servir a agendas políticas. A CAIR diz continuar operando e atendendo comunidades afetadas, apesar das medidas.
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