- ICE planeja uma campanha de recrutamento de um ano com orçamento de 100 milhões de dólares, chamada de “recrutamento em tempo de guerra”, voltada a ideólogos de direita para ampliar o quadro de agentes na próxima fase da deportação em 2026.
- A estratégia usa geofencing para veicular anúncios perto de bases militares, corridas de NASCAR, feiras de armas e universidades, visando públicos de audiências conservadoras.
- O plano inclui gastar mais de oito milhões de dólares com influenciadores online de fitness, militar e estilo de vida tático para atingir audiências jovens.
- O candidato pode receber bônus de assinatura de até 50 mil dólares e até 60 mil dólares em pagamento de empréstimos estudantis; já houve mais de 220 mil inscrições e mais de 18 mil ofertas de emprego preliminares.
- Mesmo com recursos disponíveis, a rapidez e o tom dos anúncios geram críticas e levantam preocupações sobre atrair candidatos excessivamente agressivos, enquanto o governo mira ampliar detenções e remoções em 2026.
A ICE planeja uma ofensiva de mídia de um ano, com orçamento de 100 milhões de dólares, para dobrar a contratação de agentes. A campanha, classificada como de “recrutamento em tempo de guerra”, mira audiências conservadoras em rádio, fãs de armas, assuntos militares e estilo de vida masculino, para preencher vagas na próxima fase da ofensiva de deportação do governo.
A estratégia utiliza geolocalização para veicular anúncios próximos a bases militares, corridas da Nascar, feiras de armas e universidades. A iniciativa envolve também gastos de 8 milhões de dólares ou mais com influenciadores de fitness, militar e lifestyle, que promoveriam a agenda migratória por meio de transmissões ao vivo e eventos direcionados a jovens.
A ICE oferece bônus de assinatura de até 50 mil dólares e, em alguns casos, até 60 mil dólares para quitação de empréstimos estudantis. O objetivo é atrair milhares de novos agentes, com mais de 220 mil candidaturas já recebidas e cerca de 18 mil ofertas em estágio inicial, segundo informações veiculadas pela imprensa.
Plano de recrutamento e financiamento
Documentos internos indicam o uso de campanhas publicitárias com símbolos americanos, como o Tio Sam, George Washington e a Estátua da Liberdade, para retratar imigrantes de forma negativa e estimular a adesão de novos oficiais de deportação.
No momento, a ICE planeja ampliar o efetivo com foco em 2026, quando o governo federal prevê ampliar detenções e ações de fiscalização, incluindo no ambiente de trabalho. A direção afirma que o aumento de pessoal decorre de recursos aprovados pelo Congresso no ano anterior.
Contexto e desdobramentos
O desenvolvimento ocorre após a assinatura da HR 1, que destinou cerca de 45 bilhões de dólares para detenções e 32 bilhões para atividades de enforcement e pessoal de imigração. Oficialmente, a administração ressalta a necessidade de reforçar a fiscalização com base em metas de remoções.
Com mais agentes disponíveis, autoridades projetam maior ritmo de detenções em 2026, embora observem resistência pública em relação ao tom e à velocidade das campanhas. A recente leva de detenções ficou acima de 68 mil pessoas em detentionamento, sem que a maioria tivesse condenação criminal.
Entre na conversa da comunidade