- O pré-candidato Romeu Zema defendeu que o Brasil adote, como modelo de segurança, o encarceramento em massa de El Salvador.
- Ele citou a classificação de integrantes de facções criminosas como terroristas e a aplicação de pena mínima de 25 anos sem benefícios.
- Zema afirmou que, em quatro anos, El Salvador reduziu homicídios em 99%, sendo a experiência “a mais bem-sucedida” da história na redução de criminalidade.
- A declaração ocorreu em debate promovido pela Amcham em São Paulo; Zema disse ter visitado El Salvador no ano anterior.
- A referência inclui a megaprisão de segurança máxima com capacidade para 40 mil detentos; entidades de direitos humanos apontam prisões de inocentes.
Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência, defendeu no debate promovido pela Amcham, em São Paulo, a adoção no Brasil de uma política de segurança pública de endurecimento semelhante à de El Salvador, incluindo encarceramento em massa e enquadramento de integrantes de facções como terroristas. A propostas visam reduzir a violência e o crime organizado.
Segundo o ex-governador de Minas, a experiência salvadorenha foi a mais bem-sucedida na redução de homicídios. Ele afirmou que, em quatro anos, houve queda expressiva no índice de mortes, apresentada por apoiadores como resultado de medidas de exceção adotadas pelo governo. Dados de direitos humanos, porém, apontam críticas quanto a prisões indevidas.
O debate também abordou o regime de exceção implementado em El Salvador desde 2019, que permitiu detenções sem mandados judiciais e resultou em uma megaprisão de segurança máxima com capacidade para 40 mil detentos. Entidades de direitos humanos estimam prisões de milhares de pessoas inocentes nesse período.
Zema lembrou que visitou El Salvador no ano anterior, acompanhado do secretário de Segurança Pública de Minas, para entender a prática. Relatos feitos por ele indicam apoio entre moradores de comunidades a mudanças promovidas pelo governo, conforme a visão apresentada pelo pré-candidato.
Para sustentar a proposta, o ex-governador citou a classificação de membros de facções como terroristas com pena mínima de 25 anos, sem possibilidade de benefícios, e destacou o objetivo de reduzir a violência por meio de endurecimento de penas e do que chama de encarceramento em massa.
Contexto e posicionamentos
Ainda no mesmo discurso, Zema fez críticas a políticos que mantêm proximidade com pessoas denunciadas e associadas a interesses familiares. O pré-candidato ressaltou a importância de escolhas por gestores competentes, sem ligar vínculos familiares a decisões públicas.
A fala ocorre em meio a um calendário de campanhas, com propostas voltadas à segurança pública e à necessidade de respostas contundentes ao crime organizado, segundo o tom adotado pelo ex-governador. O tema permanece central nas discussões pré-eleitorais.
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