- Lula deve anunciar um pacote de 960 milhões de reais voltado ao combate ao crime organizado, batizado de Brasil contra o Crime Organizado.
- O lançamento ocorre às vésperas da corrida eleitoral de 2026 e vem após reunião com ministros e o presidente dos Estados Unidos, para discutir ações regionais de cooperação.
- o plano terá quatro frentes: combate ao tráfico de armas, asfixia financeira das facções, fortalecimento das investigações de homicídios e melhoria da segurança no sistema prisional.
- parte dos recursos será destinada ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao Fundo Penitenciário Nacional, com a criação de uma linha de crédito para estados investirem em segurança.
- outras medidas envolvem a expansão do Comitê Integrado de Investigação Financeira (Cifra), aperfeiçoamento de institutos médicos legais e da polícia científica, maior controle de bens apreendidos e uso de tecnologia para rastrear fluxos financeiros ilícitos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar hoje um pacote de 960 milhões de reais para o combate ao crime organizado, chamado Brasil contra o Crime Organizado. O objetivo é fortalecer a imagem de atuação do governo na segurança pública antes das eleições de 2026.
A medida será apresentada por meio de decreto e de pelo menos quatro portarias, integrando pontos do PL Antifacção. O governo quer ampliar ações, regras e financiamentos para enfrentar facções criminosas em todo o país.
A iniciativa vem após Lula se reunir, na véspera, com ministros que estiveram nos Estados Unidos para encontro com o presidente Donald Trump. O tema da reunião incluiu a formação de um grupo de trabalho para coordenar ações internacionais contra o crime organizado.
Focos do plano
O programa está dividido em quatro frentes: combate ao tráfico de armas, asfixia financeira das facções, fortalecimento de investigações de homicídios e ampliação da segurança no sistema prisional. A ideia é atacar estruturas financeiras e operacionais dos grupos.
Entre as medidas está a expansão do Cifra, o Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos, com atuação ampliada para além do Rio de Janeiro. O objetivo é rastrear recursos ilícitos com integração entre diversos órgãos.
Outra aposta é reforçar órgãos técnicos, investindo em Institutos Médico-Legais e na polícia científica para melhorar a produção de provas e a resolução de homicídios. Também haverá maior controle nos presídios estaduais.
O plano prevê ainda mudanças na gestão de bens apreendidos, com leilões mais rápidos antes do fim dos processos. O governo quer centralizar operações para acelerar a destinação de ativos e financiar novas ações de segurança.
Além disso, haverá pente-fino nacional em processos ligados a facções, com apoio do CNJ, para mapear bens bloqueados e apreendidos. A meta é criar bancos de dados integrados para monitorar o patrimônio das organizações.
Outra linha é o uso de tecnologia para rastrear movimentações financeiras, com softwares adaptados aos estados para identificar fluxos ilícitos e ampliar a capacidade de investigação.
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