- Junho terá mais de 13 mil atendimentos em territórios indígenas dos estados Ceará, Pernambuco, Amapá e Pará, incluindo consultas, exames e mais de 300 cirurgias oftalmológicas.
- As ações integram o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, e são executadas pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
- Além de oftalmologia, as ações abrangem pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, clínica médica, dermatologia e cirurgia geral, com consultas, exames diagnósticos e procedimentos.
- As mutirões contam com parcerias de instituições como Aldeia em Foco, Associação Médicos da Floresta (AMDAF), Hospital Israelita Einstein e a ONG Zoé; desde agosto de 2025, já foram realizados 14 mutirões e mais de 9,5 mil procedimentos, com o número de atendimentos em 2026 já acima de 17 mil.
- Exemplos de ações: no território Xukuru do Ororubá (DSEI Pernambuco), mutirão de oftalmologia de 14 a 20 de junho, com cirurgias de catarata e pterígio em 1º e 2 de julho; no DSEI Ceará, polos Anacé, Potyro Tapeba, Aquiraz e Maracanaú; no Casai de Macapá (Amapá) há atendimentos em várias especialidades; no território Tumucumaque, polos-base Bona e Missão Tiriyó; no DSEI Guamá-Tocantins, Terra Indígena Zo’é (20 e 21 de junho).
Mais de 13 mil atendimentos especializados devem ser realizados em junho em territórios indígenas do Ceará, Pernambuco, Amapá e Pará. Os mutirões integram o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, executado pela AgSUS.
A iniciativa pretende ampliar o acesso à atenção especializada, área em que o SUS busca reduzir desigualdades. A secretária de Saúde Indígena reforça que povos indígenas têm direito aos mesmos serviços disponíveis no país.
Os mutirões envolvem consultas, exames diagnósticos, procedimentos e cirurgias oftalmológicas, além de atendimentos em áreas como pediatria, ginecologia, cardiologia e clínica médica. As ações ocorrem nos DSEI de Ceará, Pernambuco, Amapá e Norte do Pará.
Parcerias e estrutura
Instituições com atuação em territórios remotos colaboram com as ações, entre elas o Aldeia em Foco, AMDAF, o Hospital Israelita Einstein e a ONG Zoé. A atuação é marcada pela integração com equipes locais e comunidades.
Histórico e alcance
Desde agosto de 2025 já foram realizados 14 mutirões em diferentes regiões, contemplando diversos DSEIs. Em 2025, o total de procedimentos passou de 9,5 mil; em 2026, já ultrapassa 17 mil atendimentos.
Observação da gestão
Segundo o diretor-presidente da AgSUS, André Longo, a estratégia reduz barreiras de acesso e aproxima o SUS das comunidades indígenas, mantendo a integralidade do cuidado. Abertura para culturas locais é destacada.
Desdobramentos operacionais
Edson Oliveira, gestor da Unidade de Saúde Indígena da AgSUS, explica que as ações são definidas a partir das necessidades identificadas pelos DSEIs. O objetivo é concentrar atendimento qualificado em períodos estratégicos.
Locais e cronograma (exemplos)
No território Xukuru do Ororubá, o mutirão de oftalmologia ocorre entre 14 e 20 de junho, atendendo mais de 30 aldeias, com cirurgias de catarata e pterígio em julho. Em Ceará, polos-base são Anacé, Tapeba, Aquiraz e Maracanaú.
Casai e áreas atendidas
No DSEI Amapá e Norte do Pará, a Casai de Macapá concentra atendimentos em ginecologia, obstetrícia, pediatria, cardiologia, anestesiologia e ultrassonografia. O Tumucumaque terá polo-base Bona e Missão Tiriyó com equipes multiprofissionais.
Zoé e mediação cultural
Na Terra Zo’é, dentro do DSEI Guamá-Tocantins, haverá consultas, exames de imagem e cirurgias, com presença de profissional fluente na língua Zo’é para facilitar a comunicação.
Finalização
A iniciativa fortalece a oferta de serviços especializados do SUS em regiões remotas, buscando cuidado próximo, oportuno e adequado às realidades dos povos indígenas.
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