- A FDA aprovou um filtro solar químico novo pela primeira vez desde mil novecentos e noventa e nove, chamado bemotrizinol (também conhecido como Tinosorb S ou BEMT.
- O novo filtro pode oferecer proteção mais estável e eficaz contra UVA e UVB, com menos chance de absorção pela pele, ajudando a melhorar os protectores solares disponíveis nos EUA.
- Mesmo com a aprovação, só deve chegar ao mercado entre agosto e setembro, e o número de filtros disponíveis nos EUA ainda fica abaixo de países como Coreia, Japão e Europa.
- A mudança ocorre após um longo processo regulatório e de testes, que envolve a classificação de filtros como cosméticos ou medicamentos de venda livre e altos custos de aprovação.
- Além disso, há expectativa de avanços futuros com o SAFE Sunscreen Standards Act, que pode facilitar a avaliação de filtros usados em outros países.
O FDA aprovou, pela primeira vez desde 1999, a apresentação de um novo filtro químico de protetor solar nos EUA. O bemotrizinol, conhecido como BEMT, chega para ampliar as opções disponíveis no mercado norte-americano.
A decisão encerra uma longa espera de fabricantes e dermatologistas. O processo teve início em 2005, foi retomado em 2020 com o CARES Act e envolveu anos de testes e avaliações de segurança de dados.
O que muda na prática é a possibilidade de formulações com maior estabilidade, proteção de UVA e UVB e menor tendência de absorção pelo organismo. Em geral, filtros modernos são mais eficientes com concentrações menores.
Avanços e limites
Os EUA passam a contar com 16 filtros, enquanto países de Europa, Ásia e Oceania já usam cerca de 34. A aprovação de BEMT não resolve imediatamente a oferta no varejo, que deve chegar entre agosto e setembro.
Além disso, o novo filtro não elimina a necessidade de outras melhorias regulatórias. O projeto SAFE Sunscreen Standards Act visa facilitar a avaliação de filtros já usados em outros países e acelerar a disponibilidade no mercado americano.
Contexto regulatório e mercado
O modelo regulatório dos EUA trata cosméticos como itens regulados, o que tornou o caminho de novos filtros mais complexo que em países que regulam o produto como medicamento. Isso explica parte da defasagem tecnológica frente a outros mercados.
Especialistas avaliam que a presença de BEMT pode reduzir a resistência ao uso de protetor solar. Pesquisas associam a exposição solar ao risco de câncer de pele e envelhecimento cutâneo, reforçando a importância de proteção contínua.
Impacto na prática do consumidor
Com a disponibilidade ampliada, marcas de cosméticos devem lançar formulações com o novo filtro em breve. Consumidores poderão experimentar protetores com melhor desempenho em UVA, sem comprometer a textura ou o conforto de uso.
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