- A Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA) confirmou a morte de duas crianças por sarampo neste ano na Inglaterra, uma por sarampo agudo e outra pelas sequelas da doença.
- Foram registrados mais 106 casos laboratoriais de sarampo em Inglaterra desde o último balanço, totalizando 736 desde 1º de janeiro até 8 de junho.
- A maioria dos casos ocorreu entre crianças não vacinadas com até 10 anos de idade.
- Os dados indicam maior incidência em Londres, no leste da Inglaterra e no West Midlands, nos últimos 30 dias.
- Autoridades destacam a importância da vacinação com a tríplice viral (MMR) ou quádrupla viral (MMRV) e orientam pais a manterem as vacinas em dia, com reforço disponível nas unidades de saúde.
Two crianças morreram de sarampo na Inglaterra, conforme informou o UK Health Security Agency (UKHSA). Os óbitos ocorreram neste ano, um relacionado ao sarampo agudo e outro às sequelas tardias da doença. A confirmação foi recente, em meio a mais de 100 casos novos em 15 dias.
Segundo a UKHSA, o sarampo continua circulando em várias regiões do país. Nos últimos 30 dias, os números mais altos foram observados em Londres, no leste da Inglaterra e no West Midlands. A agência aponta que a maioria dos casos envolve crianças de 10 anos ou menos que não estão vacinadas.
Desde a última atualização, em duas semanas, foram confirmados 106 casos laboratoriais adicionais de sarampo na Inglaterra. Entre 1º de janeiro e 8 de junho, o total confirmado é de 736, em comparação com 959 casos em todo 2025.
Perfil dos casos e vacinação
A UKHSA destaca que a maioria dos casos ocorreu entre crianças não vacinadas de até 10 anos. Dr. Vanessa Saliba, epidemiologista da agência, afirmou que o sarampo pode ser grave e ter desfechos fatais, reforçando a importância da vacinação com MMR ou MMRV.
As autoridades incentivam a atualização vacinal de crianças e também a adesão de pessoas que perderam as doses. A mensagem é para procurar a GP para recobrimento, visando proteção individual e coletiva, especialmente para bebês e pessoas com condições de saúde que impedem a vacinação.
Contexto e medidas públicas
Em fevereiro, parlamentares e especialistas criticaram falhas na cobertura de vacinação infantil contra o sarampo, alimentando debates sobre reformulação da entrega das vacinas MMR. Dados de alguns distritos mostram níveis de cobertura próximos aos observados em países com baixos índices de imunização.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa que pode levar a pneumonia, inflamação do cérebro e, em casos raros, sequelas permanentes ou morte. A Organização Mundial da Saúde anunciou, em janeiro, que o Reino Unido não era mais considerado livre da doença devido ao recuo da cobertura vacinal.
James Murray, secretário de Saúde, enfatizou a necessidade de manter o calendário vacinal em dia. Ele ressaltou que a vacinação continua sendo a melhor proteção contra o sarampo e que a atualização pode ocorrer mesmo após atraso, com atendimento via unidades de saúde locais.
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