- O secretário de Defesa, John Healey, renunciou, dizendo que o plano de investimento em defesa (DIP) ficou aquém do necessário.
- Em carta ao primeiro-ministro Keir Starmer, Healey afirmou que o custo já havia sido mapeado em janeiro, mas o governo não comprometeu os recursos.
- O acordo final de defesa foi apresentado apenas na tarde de segunda-feira e, segundo ele, ficou aquém do que é preciso, com 2,68% do PIB em 2030.
- Healey lembrou que Starmer alertou sobre um possível ataque da Rússia à Otan até 2030, reforçando a necessidade de defesa adequada.
- Ele disse que, sem um DIP que atendesse às necessidades, seria forçado a tomar decisões que reduziríam a prontidão das forças e aumentariam riscos, o que motivou sua renúncia.
O secretário de Defesa, John Healey, pediu demissão do cargo, alegando que os planos de investimento em defesa não atendem às necessidades do país neste momento de ameaças crescentes. A resignação ocorreu após semanas de expectativa sobre o plano de investimento em defesa (DIP), que ainda não havia sido publicado.
Healey afirmou, em carta ao primeiro-ministro Keir Starmer, que o DIP ficou aquém do que é necessário para a defesa e para a nação. O político disse que os trabalhos sobre o custo já estavam concluídos em janeiro, mas o governo não conseguiu, nem o Tesouro esteve disposto, a comprometer os recursos requeridos.
O ex-secretário informou que apenas nesta segunda-feira teve acesso ao acordo final de defesa, e considerou o valor insuficiente. Ele apontou que o apoio extra está distribuído para os dois primeiros anos, com apenas 2,68% do PIB em 2030, frente 2,6% já alcançado no próximo ano sem o DIP proposto.
Healey citou um alerta de Starmer de que a OTAN poderia enfrentar um ataque da Rússia até 2030, destacando a compreensão de quais recursos a defesa necessita. O ex-ministro mencionou que a defesa foi defendida com vigor em eventos como a conferência de segurança de Munique, em fevereiro.
Segundo o texto da demissão, a recusa em aceitar um DIP que não garanta recursos adequados levou Healey a apresentar a renúncia. Ele afirmou não ter outra opção após explicar repetidamente a impossibilidade de aceitar um acordo que não assegurasse a prontidão das forças.
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