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Cuidadora teme separação do filho e da família após cartas do Home Office

  • Uma mulher grávida, que vive e trabalha no Reino Unido com visto de trabalho, teme ser separada do bebê por cartas do Home Office que exigem que o marido e a filha de seis anos saiam do país.
  • O casal e a filha estão legalmente na Escócia; a gestante, Sachintha Warnakulasuriya, tem visto patrocinado pelo empregador e o marido e a filha são dependentes.
  • A gravidez foi classificada como de alto risco e está marcada uma cesariana para o dia 16 de junho; a família está sob estresse com a possibilidade de separação.
  • Em junho, o Home Office enviou cartas também a uma bebê de dois meses, dirigida diretamente a ela, negando visto fora das regras, em meio a um aperto migratório voltado a membros da família de cuidadores.
  • A oposição de deputados locais e a imprensa destacam que a política visa reduzir fluxos de familiares de cuidadores; o governo afirma que a migração precisa ser gerida e que a residência permanente deve ser conquistada.

A gravidez de uma cuidadora no Reino Unido coloca em foco a atual política de vistos do governo. Sachintha Warnakulasuriya, de 36 anos, vive na Escócia com o marido Indika Kumara e a filha de seis anos, Heily. Ela trabalha legalmente no país, com visto patrocinado pela empresa em que trabalha como cuidadora, e o marido e a filha dependem dela para permanecer no UK.

Na semana passada, a família recebeu uma carta do Home Office exigindo que o marido e a filha deixem o país, enquanto ela pode permanecer. A mulher está grávida de alto risco e prevê cesárea para 16 de junho em hospital local. Ela descreve alto estresse e incerteza sobre o futuro do bebê.

Outro caso envolve um bebê de dois meses que também recebeu uma carta direta ao documento, em 4 de junho, contestando a concessão de visto fora das regras. O Home Office tem adotado medidas mais rígidas desde 2023, com mudanças que afetam familiares de trabalhadores de cuidados desde 2024 e uma proibição ampliada de recrutamento estrangeiro a partir de 2025.

Repercussão e reação política

A repercussão incluiu apelo de parlamentares locais. A deputada Victoria Collins, de Harpenden e Berkhamsted, pediu revisão da política e informou ter recebido dezenas de mensagens de eleitores sobre o caso. Ela destacou que a família mencionada é formada por profissionais ativos e estudantes instalados na comunidade.

O governo afirmou que a alteração na política de imigração não altera o princípio de que a entrada deve contribuir para a vida nacional, citando o aumento de fluxos migratórios entre 2021 e 2024. Segundo o governo, as mudanças ampliam o caminho para regularização, de cinco para dez anos, e estão sob consulta. O gabinete não detalhou a possível aplicação dessa mudança para quem já está no país.

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