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Epidemias históricas: varíola, gripe espanhola e sarampo

Doenças históricas moldam sociedades: epidemias como peste, cólera e sarampo ceifaram milhões e ainda desafiam avanços da medicina moderna

(Dominio Público/Reprodução)
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  • Peste negra (1346–1353): entre 75 e 200 milhões de mortos na Europa e Ásia; causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida pela pulga de roedores; tratada com antibióticos; sem tratamento, cerca de 60% das vítimas morrem.
  • Cólera (epidemias globais desde 1817): centenas de milhares de mortos na primeira onda; hoje ainda atinge 3 a 5 milhões de pessoas por ano, com até 130 mil óbitos; contaminação por água ou alimentos.
  • Varíola (1896–1980): cerca de 300 milhões de mortos; única doença infecciosa erradicada globalmente em 1980 após campanha de vacinação.
  • Gripe espanhola (1918–1919): entre 20 e 50 milhões de mortos; disseminação pelo ar; vacinas antigripais ajudam, visto que o vírus está em constante mutação.
  • Tuberculose (1850–1950): um bilhão de mortos ao longo desse período; hoje ainda causa cerca de 1,5 milhão de óbitos por ano; transmissão por vias respiratórias; tratamento com antibióticos.

A história das epidemias mostra que vírus, bactérias e fungos, aliados a fatores políticos, sociais e ambientais, já causaram impactos tão relevantes quanto guerras e desastres naturais. A transição de sociedades nômades para assentamentos urbanos intensificou a circulação de agentes infecciosos e, com isso, surgiram grandes surtos ao longo dos séculos.

Desde a Idade Média, epidemias marcaram a saúde global. A peste negra devastou Europa e Ásia entre 1346 e 1353, com estimativas de milhões de mortos. A transmissão ocorreu por pulgas ligadas a roedores, e o combate adotou higiene e saneamento como medidas centrais.

Ao longo dos séculos, outras doenças ganharam notoriedade. O cólera, registrado entre 1817 e 1824, espalhou-se por rotas de comércio e mostrou a importância de água tratada. A tuberculose, presente em restos de esqueletos com milhares de mortes anuais até hoje, permanece como desafio sanitário em áreas vulneráveis.

Varíola e outros grandes surtos

A varíola foi erradicada globalmente após uma campanha de vacinação, entre 1896 e 1980, sendo a única doença infecciosa a alcançar esse feito até hoje. A gripe espanhola, de 1918 a 1919, espalhou-se pelo mundo durante a Primeira Guerra, provocando dezenas de milhões de mortes.

O tifo, que circulou entre 1918 e 1922, destacou a relação entre pobreza, conflitos e surtos de doenças transmitidas por pulgas. Entre 1960 e 1962, a febre amarela causou milhares de óbitos na África, com vacinas tendo papel crucial na resposta.

Doenças respiratórias e a era moderna

O sarampo, controlado pela vacinação, voltou a aparecer no início dos anos 2000 devido à hesitação vacinal em parte da população. A malária, com dezenas de milhões de casos anuais, permanece como um dos maiores problemas de saúde tropical, sem vacina amplamente eficaz e com tratamento baseado em drogas.

Desde 1981, a aids demonstrou como o desenvolvimento de antivirais pode transformar uma sentença de morte em doença crônica gerenciável, mantendo a proteção como elemento central de prevenção.

Fontes: Organização Mundial de Saúde e Fundação Oswaldo Cruz.

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