- Sabrina Parlatore, 51, revelou em podcast que a menopausa ocorreu após o tratamento do câncer de mama, destacando a falta de informação para mulheres sobreviventes.
- Ela contou que, antes do diagnóstico, um exame indicou biópsia, mas o médico ignorou o laudo BI-RADS 4, que apontava risco de câncer.
- O câncer foi detectado cerca de 10 meses depois, aos 40 anos, sem metástases e com axilas sem linfonodos comprometidos.
- O tratamento incluiu quimioterapia (16 sessões), radioterapia (33 sessões) e cirurgia de quadrantectomia; o tumor foi do tipo triplo-negativo.
- Ela destacou a dificuldade de lidar com a menopausa induzida pelo tratamento, a falta de orientação médica e a necessidade de mais informações e apoio para sobreviventes.
Sabrina Parlatore, 51 anos, revelou em entrevista ao podcast MenoTalks que enfrentou menopausa precoce após tratamento de câncer de mama, diagnosticado aos 40. Ela contou que, antes da confirmação da doença, um exame sugeriu biópsia, mas o médico não indicou o procedimento. O laudo já apontava BI-RADS 4, indicativo de risco de câncer, o que não foi considerado pelo profissional.
A apresentadora detalhou o diagnóstico tardio e o protocolo de tratamento da época: quimioterapia, radioterapia e cirurgia de quadrantectomia. O subtipo do tumor era triplo-negativo, sem resposta hormonal, o que barrou o uso de hormonioterapia. O tratamento ocorreu há cerca de uma década e exigiu ajustes relevantes no corpo e na saúde.
Parlatore afirmou que a comunicação entre equipe médica e paciente foi falha em relação à menopausa. Ela recebeu a informação de que a quimioterapia poderia induzir a menopausa, mas não houve preparo para o que isso significaria na prática. A comentarista relatou dificuldade em entender os efeitos durante o tratamento, principalmente por falta de orientação.
Falta de informação sobre menopausa precoce
A falta de informação foi apontada pela entrevistada como fator que atrasou a compreensão dos efeitos da menopausa induzida. Ela ressaltou que não houve orientação suficiente sobre o tema em consultas com mastologista e oncologista, apenas perguntas sobre o retorno da menstruação.
Sabrina passou quase três anos sem menstruar, voltou a ter ciclos irregulares e parou definitivamente aos 46 anos. A apresentadora disse que já via a fase como climatério desde os 40, quando começaram as alterações hormonais, mas não houve esclarecimento adequado para a sobrevivente do câncer.
Ela também comentou que, ao abordar o tema com os médicos, encontrava respostas pouco consistentes. A percepção foi de que a conversa sobre menopausa não era aprofundada durante o acompanhamento clínico, o que dificulta o manejo de sintomas ao longo do tempo.
Sintomas e impactos
A artista descreveu a “avalanche” de sintomas da menopausa, incluindo insônia, queda de libido, ondas de calor e cansaço, agravados pela necessidade de evitar reposição hormonal por contraindicação. A fala destacou o desafio emocional de lidar com a condição sem orientação adequada.
Parlatore defende que a medicina amplie o olhar para mulheres que sobrevivem ao câncer e entram na menopausa sem orientação clara. Ela ressaltou a necessidade de acolhimento, informação e apoio específico para esse grupo, que tende a aumentar conforme o número de sobreviventes cresce.
Ela também relatou impactos estéticos e físicos do tratamento: a cirurgia não alterou a aparência das mamas, mas o conjunto de efeitos do tratamento trouxe mudanças significativas no corpo, como ganho de peso, perda de cabelo e alterações na autoestima. Mesmo com touca durante a quimioterapia, a experiência foi desafiadora.
Em relação ao dia a dia, Sabrina mencionou que os efeitos da queda de libido, sono, peso e cansaço moldaram sua rotina e bem-estar. O relato reforça a necessidade de orientações médicas claras e apoio contínuo para quem enfrenta a menopausa associada ao tratamento do câncer de mama.
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