- Benefício de academia cresce 156% em empresas com até 99 funcionários, passando de 18% para 46% dos pacotes entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026.
- No mesmo período, outros benefícios ganham espaço: auxílio home office (+60%), seguro de vida (+55%), auxílio educação (+50%), auxílio creche (+45%) e crédito consignado (+43%).
- Em empresas de 100 a 499 funcionários, o acesso à academia sobe de 14,3% para 45% (aumento de 215%).
- Outros itens também avançam: auxílio farmácia (+68%), saúde mental (+43%) e vale-cultura (+20%), enquanto vale-alimentação e vale-refeição param de liderar.
- Trabalhadores buscam mais flexibilidade: 84% desejam montar o próprio pacote, e 76% mudariam algum item; micro e pequenas empresas responderam por cerca de 80,5% das vagas criadas em 2025.
O benefício de academia deixou de ser privilégio de grandes corporações e ganhou espaço entre pequenas empresas. Entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, o item passou de 18% para 46% dos pacotes de RH em companhias com até 99 funcionários, um aumento de 156% em 12 meses. A leitura é de uma pesquisa da Offerwise, solicitada pela Flash.
Ainda nesse período, houve elevação de outros benefícios: auxílio home office subiu 60%, seguro de vida 55%, auxílio educação 50%, auxílio creche 45% e crédito consignado 43%. O conjunto evidencia a ampliação de itens de bem-estar no cardápio de RH.
Academia lidera nas médias empresas também
Entre empresas de 100 a 499 funcionários, a adoção da academia saltou de 14,3% em fev/2025 para 45% em fev/2026, um crescimento de 215% no ano. Esse é o maior aumento registrado entre os segmentos avaliados.
Outros itens acompanharam a tendência: auxílio farmácia subiu 68%, auxílio educação 47%, saúde mental 43% e vale-cultura 20%. Vale-refeição e vale-alimentação, já tradicionais, mantiveram posição, mas com queda ou estabilidade na adoção.
O que os trabalhadores realmente querem
Dados da Robert Half indicam que 84% dos profissionais gostariam de montar o próprio pacote de benefícios, mas apenas 21% têm essa possibilidade hoje. Além disso, 76% afirmam que mudariam algum item do que recebem.
A terceira edição do Estudo Engaja S/A, da Flash com a FGV, com mais de 5,3 mil trabalhadores, aponta que as práticas de RH mais valorizadas são: modelo de trabalho híbrido ou remoto, day off de aniversário e benefícios flexíveis.
PMEs respondem por 80% dos empregos gerados
A mudança no perfil dos benefícios ocorre em um setor com peso relevante na economia. O Sebrae mostra que micro e pequenas empresas responderam por 80,5% das vagas criadas no Brasil em 2025, cerca de 1,2 milhão de postos.
A participação se repete nos anos anteriores: 1,6 milhão de vagas em 2024 (73% geradas por MPEs) e 1,4 milhão em 2023 (81,3% dos pequenos negócios). O papel das PMEs na geração de empregos realça a importância de entender esse movimento de benefícios.
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